quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O ultimo mês...


O tempo te trouxe até mim, mas logo te fez mudar. Ainda não sei se posso agradecer ou não a ele. Eu não sou capaz de me trancafiar em mim mesmo. Depois de tudo, quero que conheça um pouco de mim.
Eu não sou mais aquele que quer ser insensível, nunca me conheceste ao todo e creio que também não a conheci. Não desejo me estragar, se me conhecesse saberia que não finjo e que não demonstro para que as pessoas possam seguir sem mim..
O ultimo mês, passei olhando as paredes e abri um pote chamado “lembranças” e lá tinha um objeto, o pus pela ultima vez em meu dedo, e lá ficou por um tempo, foi espontâneo, eu chorei e não me torturei, as paredes viraram imagens, eram as tuas, os teus sorrisos, e todos os dias que passamos juntos... O tempo acabou, peguei o objeto e coloquei no pote novamente.
Eu quero que estejas sorrindo como sempre sorriu, e não mais chorando por ficar esperando alguém que não sabe se vai voltar. Eu só queria poder agradecer. E agora posso. Queria agradecer por me ensinar coisas incríveis. Por me ensinar a amar sem ilusões, por me fazer feliz sem explodir, por me fazer ter um relacionamento, por não querer esquecer o sentimento. Por me ensinar a ser mais forte ainda, por me fazer sensível e paciente. Eu agradeço por me fazer crescer, por me observar dormi e me ensinar alguns sinais. Por me fazer ver a alma além da beleza, por me fazer ver o sorriso mais belo, e o olhar mais sincero e apaixonante. Por me fazer conhecer em novembro, um amor que sempre será único. Novembro foi um lindo sonho. Obrigado por me tornar um sonho real. Obrigada, por me ensinar que um Natal pode sim, ser bom.
A única coisa que não me ensinaste bem foi dar adeus, mas eu também agradeço por isso, pois quer dizer sempre que eu quiser, posso te ter perto de mim.
Não sei se serão as ultimas lagrimas, mas serão as ultimas palavras. As palavras são como objetos discretos que tornam meus sentimentos visíveis.
Eu sei que vou sentir muitas saudades e que vai doer, mas também sei que aos poucos eu tenho que te deixar para trás. Quero do fundo da minha alma, que sejas a pessoa mais feliz do mundo.

"Como ás vezes acontece, um momento surgiu... ficou suspenso e permaneceu... por muito mais do que um momento. E o som parou, e o movimento parou... por muito, muito mais do que um momento... E então o momento se foi."


P.s: não há mais o que dizer

( segunda-feira 27 de setembro de 2010)

Eu sou assim

Mesmo que eu diga que não quero mais sentir nada, estou errada. Eu cansei de sentir, mas não posso negar tudo que sinto. Eu sou amante da vida, mesmo que ela não seja esperançosa, e que na maioria das vezes não dê nada certo, não importa, pois sei que ela me traz felicidade e coisas que jamais vivi.
Eu gosto de amar perdidamente, mesmo que no final apenas eu tenha que lamentar, ou fugir, ou até mesmo levantar. Mesmo que seja tão difícil, é bom sentir algo que será único pela vida inteira. Eu amo amar, amo sentir a felicidade, amo sentir a escuridão, amo sofrer e ter minha alma apertada por amar alguém, e nem que eu queira jamais vou mudar, se eu mudar, fui para outra vida que se perdeu por sofrer tanto nesta.
No passado eu era acostumada a sofrer só, mas então, reclamei tanto por estar acostumada sentir a solidão por perto, que esqueci que estava me habituando a ter alguém sempre perto de mim, e agora, reclamo e choro por não sentir a presença de alguém.
Se eu duvidar, eu amarei de novo, não desisto tão fácil, vou querer reconquistar com lágrimas nos olhos, se me chamarem de masoquista, de torturadora, de louca, direi que sou assim, e que gosto de ser assim, já não gosto de sentir a solidão mesmo sendo tão amiga dela. Há momentos de felicidades, há momentos de tristeza, e neste momento estou amando e não posso me condenar por isso, mesmo tendo que obrigatoriamente esquecer, estou feliz e estou triste e não me estranho.
Tudo isso é por minha causa, sou a capa da tristeza que sinto no meu coração, mas também, sou a capa da felicidade que sempre vai se levantar e seguir. Este é o meu normal, eu posso chorar, berrar, ter raiva, sofrer, mas passa, no fim eu sou a amante que luta para encontrar alguém que possa habitar os meus sonhos, para que eu possa amar e fazer sorrir, e principalmente ter lembranças, que com certeza, mesmo que o intimo gritasse para esquecer... Não vou, ainda lutarei para lembrar... Eu com certeza sentirei muita falta do que acabou de passar...

Eu sou capa, sou verdadeira. Eu sou assim.

“E desde quando você acha que sabe melhor de mim do que eu? Existem tantas coisas que eu vivi que você nunca viveu! Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim, mas eu sou assim, eu tenho tanta historia pra contar.”

– 23 de setembro de 2010 quinta-feira

Relato de um bom fantasma


“Estou vagando sem caminhos, não há curvas nesta estrada. Antes, estava vendo a felicidade bem longe da tristeza. Só desejo agora alguns segundos de silêncio. Sei que o tempo passa, e esperei tudo passar da ultima vez, mas não mais, eu não vou esperar. O que era minha vida, já não olha meus sonhos. Nada foi perfeito, e não vale mais nada. Talvez as lembranças durem.
Estou voando perdendo meu coração. Minha alma precisa de tempo está tão apertada. A felicidade existe, eu fui prova disso. O que se faz quando se perde um coração por algo que foi tão bonito?
Eu sei e sou forte, vai passar. Fazer uma vida nova será o melhor. Os que acham que vou desistir, não vou, estou seguindo. Eu vou ver a luz outra vez. Não quero mais ter esperanças de algo que não fará mais sentido. Não vou olhar pra trás. Eu já não estou contigo, pensei que tudo fosse diferente, já achava que sabia demais e não precisava de nada. Não, eu estava errado, tudo fora igual, o mês, a dor, a fraqueza, o presente apenas mudou de nome. O passado é minha casa, mas não dá para chamar de lar. É tão vazio, tão frio e tão fora do lugar. O presente se foi, e é o que poderia estar me devastando agora.
Tudo foi culpa minha. Por amar, por abrir os olhos, por achar que tudo era diferente. E eu vou vagando, cada hora que passa, vivo como quem se atrasa, queimando as lembranças. Vou observá-la de longe, e de bem longe eu vou te amar, e esquecer que te amo. Estou jogando tudo pra trás."
Assinado: O fantasma

“E eu vou pra longe de você. Eu já perdi, eu já sofri demais, eu parti... Joguei tudo pra trás. Eu vou fugir pra bem longe daqui. Vou caminhar e ninguém vai me seguir.

"Conheci bem o que essa pequena alma era antes de conhecer as coisas do mundo, suas verdades, suas mentiras, o que verdadeiramente estava se tornando e no que se tornou. Suas atitudes hoje são frutos do que nasceu no passado. Eu não tenho medo, ele não se matará tão cedo...
Como seria se não fosse apenas um sonho? Depois de tanto tempo, para ele nada poderia dar errado... Ele conseguiu viver o que nunca viveu.. Ele tinha tanta coisa para contar, ele só não queria dizer adeus, e só eu sei... Eu existo para duvidar das farsas de um pequeno fantasma. E só eu sei, que não há alguém que possa te amar tanto... Minha cara ”

Assinado: Frederico.

22 de setembro de 2010 ( quarta-feira 20:20)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo perdido
Está vazio e frio sem você aqui, tantas pessoas sofrendo.
Trilhas na vida, questões de nós existindo aqui, não quero morrer sozinho sem você aqui
Por favor me diga se o que temos é real


=/

Setember...

Está sumindo dos meus sonhos, e quebrando minha alma, já não sei o que fazer. Estou ficando louco, ou a vida está só me dando uma lição? Seja o que for, começa a despedaçar a vida de alguém que foi ingrato e injusto consigo mesmo. Creio que seja uma grande lição, para que nunca mais erre.
O mundo está desmoronando, pouco a pouco, o céu cai na cabeça, na mente, é um peso em cima de um corpo frágil. Gostaria de ter asas, para fugir para o além, qualquer que seja o lugar, eu estaria melhor.
Eu não posso suportar mais uma vez. O passado, talvez seja algo que não tenha importância, mas setembro veio como o passado, devastando, deixando-me louco, deixando-me sem saber o que fazer, veio como um tiro, dois, vários em minhas costas. Sinto ódio do mundo, rasgar tudo e dizer “dane-se”. O mundo para mim, agora é algo descartável, como minha própria alma.
O fim de tudo chega, chega de repente, e nessas horas, não há conforto, não há calma...
Não há como dizer que algum tipo de amor ainda existe em mim. O cansaço chega, lentamente, mas já está aqui, chega mais uma vez a hora de dizer adeus a uma vida. Um ano se foi... A eternidade chegou ao fim, em setembro e eu me lembro... E hoje, setembro chega, fica como um inverno inesperado, onde o mundo cai e onde é quase impossível levantar, a eternidade deu o primeiro passo para o fim. Estava tudo tão bem...
Será justo viver o passado novamente?
O tempo me despedaçou, talvez quando passar eu não estarei mais aqui.

Tempo não existe...
Setembro...
Paula Borges

“quarta-feira, dia 15 de setembro de 2010 ( grande dia ^^)

E se eu morresse

Se eu morresse agora, seria em vão
Não estaria morrendo por algo importante.
Morreria por querer me sentir livre dessa prisão.
Morreria querendo sentir o calor de uma loucura,
Nunca existente.

Se eu morresse agora, talvez o pra sempre existisse.
E a eternidade teria uma prova concreta
Para sua existência,
O nunca por sua vez também existiria,


Se eu morresse agora, morreria com saudades.
Um bobo lembrando-se do passado que se afogou
Em lagrimas.

Se eu morresse agora, morreria sentindo frio
o inverno, tão doce e tão machucado,
Parece-me sempre que os ruídos dos ventos,
São mentiras de todos que sabem
O que realmente significa o inverno.

Mas, isso tudo é sonho. É surreal
Por tudo na vida, eu quis a morte perto de mim.
O por quê? Está estampado em minha face,
Eu sou egoísta com o mundo, sou egoísta comigo mesmo.
Não vou morrer agora...

Minha vida acaba se resumindo nisso.
No vácuo. Em um cubículo fechado, pois não encontro caminhos.
Se estivesse feliz ou triste, não conseguiria mais defini
Meu intimo está tão transparente como um copo vazio.

Se for solidão, se for medo... Não sei...
Mas se eu morresse agora morreria sozinho.
Por tudo, eu peço, para que Deus não me ajude.
Pois não mereço.

Sou egocêntrico... Sou endividado com minha própria vida...
Ela merecia mais de mim.
Se eu morresse agora...
Morreria me lamentando da vida que não tive.
Se eu morresse... Morreria sem saber dar adeus

Sexta feira, dia 03-09-2010

My word

Tem noites em que tudo desaba. Como se estivéssemos em um mundo irreal, ou a beira de um precipício sem notar o fundo deste. Tem noites que o sentimento chega de surpresa, dizendo um grande ' Olá'. Mas se o sentimento fosse ruim eu o expulsaria, mas não é tão ruim assim.

Algum tempo atrás, neste exato momento eu estaria sorrindo. Como posso dizer... Sinto-me perdida agora, são momentos como esse que sinto o amor arder em meu peito, sinto a solidão batendo na porta para ir embora, e a saudade brigando para entrar. Em um mundo tão surreal como o meu, todos existem de uma forma neutra, talvez, eu só quisesse uma presença, mas não a sinto.

Por tudo que existe jamais imaginei querer ver o amor tão de perto assim, é um tipo de anestesia que todos deveriam ter, essa droga chamada amor, tem tantas vantagens, como se o mundo real não existisse de modo algum, só o nosso mundo existe, só a quentura do peito nos deixa tão desengonçados, só o sorriso verdadeiro vale, tudo se torna lindo, como se caíssemos num poço e saíssemos com muitos machucados, mas não importa. É um tipo de anestesia que não queria necessitar tanto.

Meu mundo é como um paradoxo, que vive com o ópio viajando pelos céus. Meu mundo acaba ficando no meio do caminho, entre o real e o sonho, entre a verdade e a alucinação. Meu mundo já não é tão macabro nem escuro. Ele se sente em paz agora, tem um mar cheio de rabiscos, há um céu com pequenas manchas cinzentas, há neve, há chuva e há bipolaridade. É meu sonho e meu refugio. Meu mundo não é minha vida, mas é o lugar que permaneço, onde mantêm a esperança...

Meu mundo é só meu...


Paula Borges 2010-08-29 domingo 21:30

Hoje

Hoje, não quero escrever algo sombrio, ou triste. Não quero contemplar nada, sinto a musica, a tranqüilidade, estou bem, em harmonia. Desejando a brisa, não gélida, nem quente, normal. Não quero pensar em tragédias, não quero ver sangue.

Quero ser do tempo, do vento, não me importo se estou presa, ou se não vejo o paraíso. Hoje me sentei no paraíso e me senti tão perdida, não parece ser o bom caminho. O inferno também não, pois não desejo chorar nem me perder nas lagrimas.

Ontem, hoje... E o amanhã e o depois...?! Quer saber, nada importa, minha cabeça me impede de pensar, ou imaginar, ou sonhar. Eu amo e amo tanto, amo perdidamente, mas não sei o que amo, se é o tempo, ou se é o clima, ou se amo amar, ou se não amo, ou simplesmente amo o paradoxo.

Se eu amo tudo, se amo nada, eu não sei, não quero pensar, sou agora alguém que gosta da realidade e que não foge dela apenas imaginando ou se iludindo. Sinto-me no alto e no baixo nível de inspiração. Um guardador de rebanhos me ensinou com seus textos extraordinários... Mostrou-me o sentimento da realidade, que a felicidade da vida é conhecer a verdade, e deitar-se na realidade é ser feliz. E que simplicidade é ser feliz. Tudo existe e tudo está aqui, longe ou perto.

E no momento é tudo que sinto. Tudo e nada, saudades, liberdade, é como se simplesmente juntasse todos os sentimentos em um copo vazio. Se sinto, manifesta-se como a quentura do meu peito e o aperto que me deixa contente. A leveza dos batimentos...

Quero-me sentir mais leve, e não com os sentimentos fazendo tanto peso em mim. Quero sentir a felicidade assim, sentada em uma cadeira, escrevendo e me sentindo livre de qualquer coisa, e o Agora é único, e sei que é passageiro. Mas o que importa se é passageiro? Não importa, não mais, o Agora pode viver para sempre, sem pensar, nem imaginar, só lembrar que não estou só.

O Agora se resume em... Sentir.

Paula Borges (em: 26/08/2010 às 21:00 quinta-feira