sexta-feira, 30 de novembro de 2012

The last day of November


 O tempo que não saia do lugar escuro de onde morava. Normalmente, olhava o sol, as cores nitidamente perfeitas de cada dia e desistia até de botar o pé para fora ou até mesmo de respirar o ar puro.
 Era assim todos os dias, não se importava em ser aquilo: "O escondido da vida" esperando o clima e a brisa perfeita.
 Em certa manhã de novembro, ouviu ao longe um som, suave e calmo que lhe pesava o coração. As palavras foram se formando dentro da alma, sentiu a necessidade que jamais voltara depois de todos os transtornos do passado, pegou um lápis qualquer da mesa de cabeceira, um papel jogado dentre os diários, e escreveu, quase que perfeitamente, o que aquele som lhe fazia sentir.
 E lá estava ele, novamente sentado no chão, cantando junto com a inspiração, tudo que sentia. De repente, veio a sensação de querer ver o dia, independe de como estava. Levantou-se, andou até a porta e abriu-a.    Respirou fundo e percebeu naquele instante, que a inspiração não lhe veio do nada, não era um dia ensolarado, nem cheio de cores. O som do instrumento aumentara naquele momento, fazia-lhe o coração bater como antes, fraco e dependente.
 O dia era cinzento, preto e branco combinando as sensações, os sentimentos, cada fraco batimento cardíaco. E da melodia, que vinha de dentro, o estado de espírito que esperava há muito tempo.
            E das ultimas palavras apreciando o céu, suspirou:  "Dezembro".
"Vim para te buscar desse abismo de desventura,
Salvar tua alma dos tolos de um mundo real
Vim acalmar-te sem compromisso
Quero-te comigo...
No meu mundo, no teu mundo...
Quero-te comigo sem obrigações, sem tortura.
Para viver, falar e sorrir...
Quero-te salvar do suicídio da vida,
Salvar-te da morte da alma sozinha.
Fazer-te o meu ar...
Quero cuidar das tuas melancolias
Fazer da tua dor, a minha
E não ir embora
Independente do que aconteça,
Esteja comigo,
Não importando o quão doido seja...

Será o nosso mundo
Sendo eterno enquanto durar. "

3 de setembro/ 30 de novembro ~

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"And i've lost, who i am and i can't understand why my heart is so broken rejecting your love..."

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Aquela tarde de domingo


E naquela tarde, doce e confiável,  as palavras começaram a sair, e nada importava.
O desespero que havia sentido por dias, agonias em madrugadas e lagrimas sem sentido, havia sumido, e nada importava.
Encontrara o guardião que lhe sustentara, de repente o coração se entregou e ela o abraçou com força, cuidou e o fez parar de sangrar, e nada importava.
E apesar de todo o escuro que o rondava, de todas as crises, ela esteve ali, firme, forte de sorriso nos lábios, e de toda a alma aberta que lhe oferecera, das palavras tirou a sobrevivência, do aparecer tirou a calma, do olhar tirou o conforto e do sorriso tirou a felicidade e o amor incondicional que jamais sentira, e nada mais importava.

E quando as palavras cessaram, respirou fundo e agradeceu aos céus todos os dias a partir daquela tarde de domingo.
Everything is gonna be alright ... =')

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



E enquanto o mundo está querendo destruí-lo,
Lutar é insuportável,
O que resta é extravasar suas forças aos céus,
 Sem medo,
Sem sentido nem motivo para parar,
Dançar?

"Sobreviver" talvez seja:
 Lutar
Crucificar-se por cada sentimento contido descoberto,
Por cada lança retirada do peito..
Por cada sorriso vazio com lágrimas escorrendo sobre a boca..

Mas, "Sobreviver", talvez seja também sentir que ainda há um sol brilhando ali fora e apenas... Respirar.

"I'll dance 
With my hands
Above my head
Like Jesus said

I'm gonna dance
With my hands above my head
Hands together forgive him before he's dead because

I won't cry for you
I won't crucify the things you do
I won't cry for you see
When you're gone I'll still be Bloody Mary"

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"This morning is very melancholy for you, my friend, you're falling with the time, with things, but i'll do you survive."