segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Aprendizado de segunda

Falar abertamente sobre algo é raro. Mas quero falar abertamente a quem ler, seja você, seja qualquer um ou eu mesma daqui a um tempo.
Olha...
Negue um julgamento, negue um amor, negue uma transa casual, negue mil vezes um beijo, negue que ama viver, negue que não quer morrer, negue um olhar, negue uma verdade, negue que você roubou, negue que não ama, negue o seu orgulho, negue querer mudar, negue que você canta bem, negue o seu narcisismo, negue uma paquera em balada, negue a brutalidade dos seus sentimentos, mas não negue um abraço a um amigo. Tipo, jamais. Você negando a dar um abraço, seja o mais simples e o menos demorado para uma pessoa que você tem afeto, você nega o conforto de quem precisa tanto. Você faz com que queiram ir embora dali sem pensar uma vez. Você destrói o coração de quem lhe pediu um gesto sem culpa. Você o fere independente do que ele anda sentindo ou não. Você destrói todo o sentimento de saudade que aquele ser estava sentindo. Você fere o que é mais importante na amizade de vocês. E o mais importante, você não sabe se vai vê-lo mais uma vez por aí.

Não negue um abraço para a pessoa que estava ali quando você chorou e sorriu, porque dói. Machuca. E você não vai saber que isso não será esquecido.
Eu não fui embora, mas foi um aprendizado doloroso para a vida.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Querido diário virtual

Aquela pessoa olhando o pôr do sol de uma janela sentindo uma ponta de “felicidade” como um nó na garganta, sem maldade, sem um céu, sem rumo, inexplicavelmente sou eu.

Não uma bala gigante de Salvador Dali querendo me estourar os miolos nesse domingo. Não um objeto querendo se atirar no mundo do último andar de um prédio qualquer. Não a alma nas nuvens surrealistas do meu cérebro.
Sou eu.
Era eu
Digo isso, pois não estava mergulhada na minha cabeça, diário. Não. Eu estava ali sentindo o real sem entrelinhas. Era eu sem ela. Era eu sentindo que ela foi real e surpreendente todo dia. Era eu sentindo que talvez eu a ame mesmo tendo lados bons e ruins. Era eu sentindo que ela fora tudo por um momento e sumiu, como uma estrela e eu estava melhor.
Sei que se essa estrela reaparecer em qualquer outra forma no mundo me fará sorrir, como o real que chega agora aos meus olhos.
E eu ainda espero o pôr do sol que ela um dia me ofereceu.

"E hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Onde está meu amor?"