sábado, 26 de abril de 2014

Esse fim de semana é a prova viva de que até o coração já se acostumou.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Definitivamente quero estar longe daqui por um tempo,
Daqui, daí
De mim.

domingo, 20 de abril de 2014

Querido diário virtual

Talvez eu tenha que confessar de vez em quando que do dia para a noite eu viva cem ou mais vidas além da minha. Bom, talvez eu faça isso pra poder não visualizar a realidade do jeito que ela se mostra, talvez, eu faça isso para o tapa não doer tanto. Mas, chegam domingos assim, tão friamente cegos, fazem-me perceber que por mais que eu tente evitar a realidade, eu não posso fugir dela.

Veja, eu consigo distraí-la, consigo amansá-la, mas quando ela chega perto demais, eu me distraio e quero fugir. Ela me parece tão grande e assustadora.

Daí nesses domingos, raros e cansativos... Vejo-me naquelas manhãs de anos passados. Não, eu não estava feliz, não tinha planos, nada. Mas, de certo modo, não pensar em realidade, presente ou futuro, me fazia bem. O que agora, pensar em tudo tornou-se um inferno aos domingos, gostaria que ela entendesse que expressei bem mais do que realmente senti e gostaria que me perdoasse por essa babaquice.

A realidade é um monstro, mas como o passado, eu só preciso lidar com isso e estou me esforçando pra isso. Só que o grande obstáculo é: talvez eu tenha mudado..
Ou talvez não. Talvez eu tenha me escondido para não ver o mundo mudar. Ou eu tenha adormecido no sofá e acordado por não ser mais quem eu era, e ao perceber isso... Eu me perdi...

De vez em quando eu abro os olhos, e me sinto naquelas manhãs, naqueles dias, nos dias que a conheci. De vez em quando eu me entrego àqueles dias, mas não é que eu viva no passado, é o simples fato é que aquela garota conseguia definir a alma com coisas simples e aquela garota era eu e eu necessito confessar que sinto imensas saudades de mim.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Querido diário virtual

Finalmente essa música fez sentido.

"Nessa cidade tem uma rua,
Que eu não ouso mais passar.
Nessa cidade tem uma rosa,
De pálida agonia á me esperar.

Nessa cidade tem uma casa,
Que eu não posso mais entrar.
Nessa cidade tem outra casa,
Cheia de flores pra você.

E Eu não vou mais estar do teu lado.
Mesmo assim, sempre eu vou te amar.
E essas coisas do teu namorado,
Em silêncio, hoje eu vou falar
É uma necessidade.

E não vem me dizer que é errado,
Você sabe o que aconteceu.
Boa parte de mim vai embora,
A sua parte que hoje sou eu."

Nessa cidade- Vanguart.

domingo, 13 de abril de 2014

Carta ao autor

Ei... Lembra daquela garota que acordava bem, olhava pro céu azul e deixava aquele vento com cheiro de folhas secas levar tudo?
Costumava respirar e sorrir com isso.
Lembra dela? A que gostava de por o pé no quente do sol da manhã, e dizer pra um anjo o quanto aquilo era bom?
Lembra de que a presença dela era a calma, a alma era aberta, os olhos eram brilhantes?
Lembra do coração bom dela?
Lembra que mesmo caindo, ela costumava lidar pelo menos um pouco com isso?
Essa garota pintou o céu das 6 horas da manhã. E foi a melhor arte.
Ela amou um anjo. Ela não só amou, mas fez ele sorrir, e apreciar a presença dela como paz. E daí tirou os maiores e incondicionais sentimentos de amizade que alguém poderia ter. Ela cuidou,ela viveu e abraçou isso.
De certa forma, o mundo dela foi virando do avesso.
Ela adormeceu.

E de repente veio você.
Suas cores são pesadas, seu coração é impulsivo e seus olhos são dormentes. Você se jogou na lama, surtou. Você estragou tudo.
Sua presença gera indiferença, seu clima é desgastante, só há euforia, e vários "que se dane" fora de hora. Qual é o teu problema?
Não diga.

Por favor..
Traga-a de volta. Traga a paz de volta.
E assim que encontrá-la, diga que o mundo aqui fora não é o mesmo. Diga a ela que o anjo encontrou uma asa, mas apesar das cores pesadas, ele ainda não saiu do lado dela.
Eu imploro para que tire do bolso todo aquele céu e devolva a ela. Aquele céu,meu caro, costumava ser a coisa mais preciosa daquela garota.

Vá embora, e sonhe em nunca mais voltar.
Você é um paraíso perdido.