sábado, 24 de março de 2012

Ron...

"Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espíri­to, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há alegria maior que ter um horizonte sempre cambiante, cada dia com um novo e diferente Sol."


Trecho da carta enviada de Chris para Ron.

Do livro Na natureza selvagem de Jon Krakauer.

The Art of Write


Peguei algumas folhas para ler esta manhã bem cedinho. Li o diário mais recente que estou terminando de escrever. Antigamente ler um diário era como lamentar-me de tudo que eu era, de tudo que eu fui, de tudo que ainda posso ser, algum tipo de bobo da corte e hoje foi diferente.
Li cada pagina esperando algo errado, algo como todos os diários antigos, mas li com o maior orgulho de mim. Sinto que estou bem mais reflexiva e mil vezes mais madura do que antes. Uma adolescente tentando se entender desesperadamente. E no fim de cada página eu pensava: o que seria de mim se não escrevesse? Como sobreviveria?
Para mim, ficar sem escrever é abafar a alma, dar-lhe uma surra e sufocá-la até a morte. Quando começo com os movimentos da caneta é como se eu estivesse limpando toda a sujeira que insiste permanecer dentro de mim, limpo todo o peso, a desesperança, a melancolia, a raiva, tudo. Quando o momento mais aguardado chega, é como se eu fosse outra pessoa tentando sentir toda a harmonia do mundo dentro do corpo, da cabeça e do coração. Esse breve momento é o ponto final de cada dia vivido, chorado e gritado.
Como sou grata por realizar este ato tão lucrativo para vida...
Sinto-me bem.....

terça-feira, 13 de março de 2012

Resposta:

Eu sou apenas as consequências de tudo que um dia já passei...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Querido diário virtual


E creio que neste momento só tenho algumas palavras para dar, e que não são minhas... E falam exatamente o que quero dizer... Aqui umas palavrinhas de Camões.

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía."

domingo, 11 de março de 2012

Some Nights


Estas certas noites que vem para sugar a alma,
Não sei se fujo,
Ou se me entrego,
Como naquele passado
Onde eu estava confuso,
Onde queria esquecer,
E não conhecer a vida.
Só queria estar ali,
Entregando-me à escuridão..
O que rasgava a alma
O que vinha atrás de mim
O que não procurava...
Vinha atrás de mim como uma resposta.
Queria não viver e nem estar ali..
Queria não estar fazendo nada,
Queria procurar nada
E carregar tudo em minhas costas
Estas são meras lembranças do passado que não quero esquecer.
Se não lembro e nem sinto,
Sinto-me vazia e procurando...
Porque já descobri,
Que felicidade não é tudo que quero,
Não é tudo que preciso para sair do lugar.
Estou concertando minhas asas para voar sobre o passado
Sentir tudo que tenho que sentir e voltar ao meu lugar
Isso tudo mostra de como sinto tua falta.
De como quero voltar ao teu lugar,
Onde tudo começou
Onde eu só vivia para sofrer por ti
E lhe digo meu anjo,
Como eu sinto saudades disso.

sexta-feira, 9 de março de 2012

De repente

De repente sentir um supiro chegando, o frio se espalhando,
é saudade de sentir?
é saudade de dizer?

De repente sentir que poderia ser eu novamente, aquele que tinha as asas quebradas para poder te segurar.
saudades de sentir uma alma perto da minha?
Sentir o calor do agrado de dormi sorrindo?

De repente me vejo parado em uma noite quieta e fria querendo dizer, bem devagar, as três palavras malditas.
De amar?
De ilusão?

Ali sem ter para onde ir, sinto frio e febre, minhas asas abaixam e sinto que agora, somente agora não posso voar para lugar nenhum porque meus olhos sangram pelo que um dia já vivi.
Tento manter-me forte para não querer voltar.
Para não cair, não querer estar deitada naquelas lágrimas..
Não desejar um dia escuro...
Fecho meus olhos..
E vejo seu rosto...