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Mostrando postagens de Julho, 2013

Szomorú Vasárnap

A canção húngara do suicídio é brilhante e cheia da bela antiga melancolia. Mas não haverá nenhum suicídio esta noite. ~

""Szomorú Vasárnap" (em português "Domingo Sombrio" ou "Domingo Lúgubre", também conhecida pela versão em inglês "Gloomy Sunday") é uma canção escrita pelo pianista e compositor autodidata húngaro Rezső Seress em 1933. De acordo com uma lenda urbana, inspirou centenas de suicídios. 
  "Gloomy Sunday chegou à América em 1936 e, graças a uma brilhante campanha publicitária, ficou conhecida como A Canção Húngara do Suicídio. Supostamente, depois de a ouvirem, amantes perturbados seriam compelidos a saltar da primeira janela que encontrassem, mais ou menos como os investidores depois de Outubro de 1929; ambas as histórias são em grande parte mitos urbanos." 

(Wikipédia)
Enquanto o universo psicológico deles estimula a necessidade de mudar, eu continuo bem aqui, parado em lugar nenhum, esperando não sei o que, sem nada a procurar, sem dar nenhum passo.
Sem mudar mesmo transparecendo uma necessidade que nem sei se existe.
Por que mudar?
Cabe a mim lembrar que continuo sem saber o porque, mesmo tendo em mente todos os dias,"porques" diferentes.. E quando me dou conta, o porque some, e não volta. Se volta, vem de uma maneira desconfortável, confortável, negável, quase nunca confiável, perdido e quase sempre enfurecido.
Os "porques" estão pelos ares antes de dormir e antes de acordar, e nem foram, nem são e não serão em formas de "panquecas fantasmas".
Só cabe a alma aguardar a resposta da certeza dos "porques".

Mas quem foi que disse que eu quero ter certeza de alguma coisa?


Desabafo de expediente

Encontro-me sentada na mesa do trabalho, esperando por eles. Por mais que eu não queira, sinto-me frágil, neutra, dessa vez sem raiva. Por mais que eu não queira, o ambiente em si é estressante, fora do comum, entediado e para bloquear tudo que neste lugar me perturba, sinto sono, consigo, por sorte, distanciar-me de tudo que me rodeia olhando pra a tela de um computador velho.

Há uma guerra interna, dentro da mente, dentro de mim. Lembro-me da noite passada, que fora de longe uma das mais pesadas para o pobre sonhador. O que apunhalou-me durante a noite, levando por entre a madrugada quase em claro, fora a queda de realidade sobre a cabeça de quem tem esperança. É possível ver a doce insanidade nos olhos, é possível notar a tortura que é sentir que há coisas só minhas. Tais como felicidade que vem da madrugada, exageros, frescuras, surtos, sentimento de perda, que fazem-se minhas, somente minhas.

No momento, estou aqui, olhando para eles dentro da imaginação, vendo cada cena que exis…

Aos escritores

Um belo brinde com vinho, ópio, drogas, imaginação, loucura, perversidade, lágrimas, risos, dor, melancolia, falsas alegrias, felicidade, esperança, mentiras, imaginação, amor, diversidade, amizade, entre outros...
Feliz dia do escritor, seres eternamente loucos.
Na porta da nova cidade
Um coração quase aflito
Ansiedade para sentir a esperança
Que se um dia veio,
Fez do dia, único.

Radiante pelo adeus do luar
Ao som do "tic tac" das quatro
Do domingo, honroso
Depois  da infernal eternidade de alguns meses.

Penso que é importante manter o pilar forte
Mesmo com pequenos tropeços de alma e sensibilidade
É importante, cuidar.

E quem diria que o coitado do Domingo,
Se honraria ao momento do esperar de luz
Mas que fique claro aos céus..
A felicidade não é plena.

E o Tic tac do relógio voa
O céu clareia aos poucos
A imagem do céu mergulhado ao silêncio
Lembra do sorriso espontâneo,
Sorriso que hoje está aqui.

Encontro-me na porta das lágrimas que secam
Estou abraçado ao céu das 6 horas
O qual lembra-me sempre
Que o abismo que insisto em mergulhar
é momentâneo e passageiro.
E esta, sempre foi a esperança que ele me trouxe.
Dele, por fim, tiro a força de mantê-lo como sempre foi...
Vivo.

O domingo honroso teve fim exatamente às 15h, caiu, cho…

Amigo

Neste momento, sinto como se necessitasse escrever sobre isso e sobre vocês. Serei breve.          Estou mergulhado em trilhas sonoras do meu passado. Em peso morto de lembranças boas e ruins quase irreais.           E vem vocês, amigos simples. Vocês que tornaram o conto de fada, os oito filmes, Beatles, Metal, bebidas, sala de aula, convênio, melancolia e risos.. Formam uma marca que não sai de mim desde que seguimos viagem para cidades diferentes da vida. Lembro do tripé que realmente existiu por debaixo da chuva no trágico momento. Lembro-me de ti, que quase chegou ao incondicional e que prometeu a eternidade, destruindo tudo isso através do tempo e de palavras..          Confesso que para todos estes em anos passados desejei "feliz dia do amigo" de coração aberto, para alguns foram simples palavras, para outros,  não eram somente palavras que valiam, eram mais os gestos verdadeiros e confiáveis da personalidade de cada um.          Mas, de todos esses amigos s…

Querido diário virtual

"Eu voltei e ..
Acordei com uma vontade de mandar o mundo se foder. O problema é que minha mente virou do avesso. Talvez eu queira mandar o 'meu mundo' se foder. Talvez eu queira mais que se dane. Mas aí, outra parte de mim grita... "Ei que diabos estás fazendo, seu burro? " e aí eu viro e olho, vejo que essa parte de mim está ali desde que me tornei gente. Essa parte me sustenta. É como um pilar... ~
Acordei com vontade de parar de escutar aquela banda.
Acordei com uma vontade que faz sangrar a mão e que faz doer. Dei o primeiro tiro. PAH
Não mudou. Minha mente gira, volta pro lugar e acabo enxergando que jamais mandaria o "meu mundo" se foder, e que o resto do mundo aqui fora não importa e nem nunca importou. O que está acontecendo agora..  é o que normalmente acontece com a mente surtada, estou num estado auto-destruidor, eu quero foder comigo mesmo, porque não há nada que me possa anestesiar. E se tiver... Que seja algo brutalmente forte para me cu…
No momento em que o violino soa aos ouvidos de quem se sente aflito e só
Onde tudo é sem cor e distante
Quase um paradoxo entre o céu e o inferno, 
Quase uma imagem borrada  entre o infinito e o nunca mais.

E ao som do doce sofrimento das arvores, 
Sentia-se vítima do próprio  orgulho inconsolável.
Do querer desesperadamente a calma que não vem.

Querendo ou não... 
Tudo torna-se cinza diante dos olhos.
Tudo é pequeno
Tudo aproxima-se do quase nada.

E seus olhos aflitos doem.. 
Com a insensibilidade perdida 
dos sentimentos acumulados.. 
Tudo junto, 
Quase misturado. 
Bum. ~

Anestesia

Este trecho não será narrado por uso da razão, nem do coração. Apenas narrado.
     Sinto-me honrada e orgulhosa por estar anestesiada agora.
     Lembro-me do suor em câmera lenta descendo no rosto gélido de ansiedade e susto. No respirar ofegante de todo o meu corpo. Sinto-me orgulhosa do remédio das madrugadas e pela força irreparável, quase em todas as vezes, que sinto quando nas madrugadas entristecidas, acordo repentinamente, pensando que já estou em outro lugar sem ser o real.
    É simples. Em uma dessas madrugadas, tive um sonho. Não só um sonho, seria.. o pior sonho.
    Veja bem, eu estive com ela, estávamos andando por entre nossas divertidas palavras. Ela me fazia sorrir. Me fazia chorar de rir. Eu estava feliz em um sonho real. Segurava a mão dela com força, e sei que não largaria por nada. E aquelas músicas, faziam-me sim, respirar melhor. Não serei exagerada. Eu estava bem. Ela estava bem. Nós estávamos felizes. Até que o barulho de pneus de bicicleta, se aproxima…
Eu nunca passei tanto tempo sem escrever. Isso para mim, é como se eu perdesse o dom que o mundo escreveu para mim. Estive longe, e lutando. Creio que há muito o que se escrever, está aqui, mas escondido no fundo do poço mais escuro da alma.