terça-feira, 30 de julho de 2013

Szomorú Vasárnap

A canção húngara do suicídio é brilhante e cheia da bela antiga melancolia. Mas não haverá nenhum suicídio esta noite. ~

""Szomorú Vasárnap" (em português "Domingo Sombrio" ou "Domingo Lúgubre", também conhecida pela versão em inglês "Gloomy Sunday") é uma canção escrita pelo pianista e compositor autodidata húngaro Rezső Seress em 1933. De acordo com uma lenda urbana, inspirou centenas de suicídios. 
  "Gloomy Sunday chegou à América em 1936 e, graças a uma brilhante campanha publicitária, ficou conhecida como A Canção Húngara do Suicídio. Supostamente, depois de a ouvirem, amantes perturbados seriam compelidos a saltar da primeira janela que encontrassem, mais ou menos como os investidores depois de Outubro de 1929; ambas as histórias são em grande parte mitos urbanos." 

(Wikipédia)

sábado, 27 de julho de 2013

Enquanto o universo psicológico deles estimula a necessidade de mudar, eu continuo bem aqui, parado em lugar nenhum, esperando não sei o que, sem nada a procurar, sem dar nenhum passo.
Sem mudar mesmo transparecendo uma necessidade que nem sei se existe.
Por que mudar?
Cabe a mim lembrar que continuo sem saber o porque, mesmo tendo em mente todos os dias,"porques" diferentes.. E quando me dou conta, o porque some, e não volta. Se volta, vem de uma maneira desconfortável, confortável, negável, quase nunca confiável, perdido e quase sempre enfurecido.
Os "porques" estão pelos ares antes de dormir e antes de acordar, e nem foram, nem são e não serão em formas de "panquecas fantasmas".
Só cabe a alma aguardar a resposta da certeza dos "porques".

Mas quem foi que disse que eu quero ter certeza de alguma coisa?


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Desabafo de expediente

Encontro-me sentada na mesa do trabalho, esperando por eles. Por mais que eu não queira, sinto-me frágil, neutra, dessa vez sem raiva. Por mais que eu não queira, o ambiente em si é estressante, fora do comum, entediado e para bloquear tudo que neste lugar me perturba, sinto sono, consigo, por sorte, distanciar-me de tudo que me rodeia olhando pra a tela de um computador velho.

Há uma guerra interna, dentro da mente, dentro de mim. Lembro-me da noite passada, que fora de longe uma das mais pesadas para o pobre sonhador. O que apunhalou-me durante a noite, levando por entre a madrugada quase em claro, fora a queda de realidade sobre a cabeça de quem tem esperança. É possível ver a doce insanidade nos olhos, é possível notar a tortura que é sentir que há coisas só minhas. Tais como felicidade que vem da madrugada, exageros, frescuras, surtos, sentimento de perda, que fazem-se minhas, somente minhas.

No momento, estou aqui, olhando para eles dentro da imaginação, vendo cada cena que existiu e que inventei e sinto que a qualquer momento irei desabafar para os ares, soltar tudo de podre para o mais alto dos céus, torcendo pra que este seja capaz de apagar tudo.

Eu quero voltar, pelo amor dos céus, eu quero voltar para a cidade onde o dia amanhecia sorrindo ao som de Bookends, o sol aquecia a alma, o pilar era radiante e inefável e eu sempre com o coração batendo forte esperando que ele me conquistasse a cada hora do dia. Eu quero voltar a sorrir sem ter medo da noite. Quero voltar a respirar a luz do céu, andar devagar e finalmente sentir que eu tenho tudo.

Mas, a guerra interna não termina quando deve, ela continua e não para, e se parar para pensar, ela é quase a insanidade dando tudo de si para ser real. Sinto-me louca, não doente. Permito-me ver que dá sim para pará-la, bem no meio e separar as duas partes que lutam. É só ter, definitivamente, fé.

Por fora, há uma menina doce, tímida e bonitinha sentada na recepção, fazendo o que é de agrado, o que é certo, com um sorriso sempre pronto para sair, esperando o teu sorriso da boa tarde.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aos escritores

Um belo brinde com vinho, ópio, drogas, imaginação, loucura, perversidade, lágrimas, risos, dor, melancolia, falsas alegrias, felicidade, esperança, mentiras, imaginação, amor, diversidade, amizade, entre outros...
Feliz dia do escritor, seres eternamente loucos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Na porta da nova cidade
Um coração quase aflito
Ansiedade para sentir a esperança
Que se um dia veio,
Fez do dia, único.

Radiante pelo adeus do luar
Ao som do "tic tac" das quatro
Do domingo, honroso
Depois  da infernal eternidade de alguns meses.

Penso que é importante manter o pilar forte
Mesmo com pequenos tropeços de alma e sensibilidade
É importante, cuidar.

E quem diria que o coitado do Domingo,
Se honraria ao momento do esperar de luz
Mas que fique claro aos céus..
A felicidade não é plena.

E o Tic tac do relógio voa
O céu clareia aos poucos
A imagem do céu mergulhado ao silêncio
Lembra do sorriso espontâneo,
Sorriso que hoje está aqui.

Encontro-me na porta das lágrimas que secam
Estou abraçado ao céu das 6 horas
O qual lembra-me sempre
Que o abismo que insisto em mergulhar
é momentâneo e passageiro.
E esta, sempre foi a esperança que ele me trouxe.
Dele, por fim, tiro a força de mantê-lo como sempre foi...
Vivo.

O domingo honroso teve fim exatamente às 15h, caiu, chorou, morreu aí. Levou a alma para o abismo, chegou a raiva, e o sorriso fora embora. Finalmente, o Domingo dormiu, acordou insensível, voltou a dormir, quando acordou, lembrou do céu das 6, e o abraçou. E assim ele continuou a seguir até a nova madrugada que vinha.

sábado, 20 de julho de 2013

Amigo

         Neste momento, sinto como se necessitasse escrever sobre isso e sobre vocês. Serei breve.
         Estou mergulhado em trilhas sonoras do meu passado. Em peso morto de lembranças boas e ruins quase irreais. 
         E vem vocês, amigos simples. Vocês que tornaram o conto de fada, os oito filmes, Beatles, Metal, bebidas, sala de aula, convênio, melancolia e risos.. Formam uma marca que não sai de mim desde que seguimos viagem para cidades diferentes da vida. Lembro do tripé que realmente existiu por debaixo da chuva no trágico momento. Lembro-me de ti, que quase chegou ao incondicional e que prometeu a eternidade, destruindo tudo isso através do tempo e de palavras..
         Confesso que para todos estes em anos passados desejei "feliz dia do amigo" de coração aberto, para alguns foram simples palavras, para outros,  não eram somente palavras que valiam, eram mais os gestos verdadeiros e confiáveis da personalidade de cada um.
         Mas, de todos esses amigos simples, tirei o que pode contar em uma mão só. E estes, para mim são os que me me dão algo bem parecido com a esperança. Além destes, vieram outros. Os que tem pouco tempo por aqui, mas que tem um valor enorme. 
        E a trilha agora muda... 
        Não penso mais no passado, eu penso em vocês, do meu presente, e que fazem meu sorriso quase todos os dias. O baterista em segundo plano do casório futuro, o oráculo enlouquecedor psicólogo que me salvou milhões de vezes do sentimento indesejável, devo pensar na psicopata que um dia me deixará conhecê-la por completo?.. o renegado louco e apaixonado por melancolia e Avril, os lanches dos dias da semana e a trilha melancólica de cicero e vanguart, o espelho perfeito de sentimentos contidos e chorados, a nega fotógrafa conselheira da sexta feira, a cunhada que sempre vai e volta e que sempre fica, o primo tímido cheio de calma. À vocês, desejo uma felicidade plena, meus caros.
        Para o último parágrafo, guardei as trilhas Fallin, Roads, My friend e Frankinsence.. Finalmente penso no anjo colorido que me salvou de mim mesmo e chegou ao ápice do incondicional, ela, que a um ano atrás somente desejei palavras e hoje, dou a vida. Ela que por várias vezes me ensinou como lutar e ser forte, que me fez enxergar que o dia pode ser o mais podre e perverso de todos, no final sempre tem uma coisa boa para acontecer. Ela é o incondicional, a dose para sobreviver aos dias.
       A todos vocês, aos que sobraram dos amigos simples, ao meu presente, a ti.. 
Feliz dia dos Amigos.  

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Querido diário virtual

"Eu voltei e ..
Acordei com uma vontade de mandar o mundo se foder. O problema é que minha mente virou do avesso. Talvez eu queira mandar o 'meu mundo' se foder. Talvez eu queira mais que se dane. Mas aí, outra parte de mim grita... "Ei que diabos estás fazendo, seu burro? " e aí eu viro e olho, vejo que essa parte de mim está ali desde que me tornei gente. Essa parte me sustenta. É como um pilar... ~
Acordei com vontade de parar de escutar aquela banda.
Acordei com uma vontade que faz sangrar a mão e que faz doer. Dei o primeiro tiro. PAH
Não mudou. Minha mente gira, volta pro lugar e acabo enxergando que jamais mandaria o "meu mundo" se foder, e que o resto do mundo aqui fora não importa e nem nunca importou. O que está acontecendo agora..  é o que normalmente acontece com a mente surtada, estou num estado auto-destruidor, eu quero foder comigo mesmo, porque não há nada que me possa anestesiar. E se tiver... Que seja algo brutalmente forte para me curar de mim mesmo. "

quarta-feira, 17 de julho de 2013

No momento em que o violino soa aos ouvidos de quem se sente aflito e só
Onde tudo é sem cor e distante
Quase um paradoxo entre o céu e o inferno, 
Quase uma imagem borrada  entre o infinito e o nunca mais.

E ao som do doce sofrimento das arvores, 
Sentia-se vítima do próprio  orgulho inconsolável.
Do querer desesperadamente a calma que não vem.

Querendo ou não... 
Tudo torna-se cinza diante dos olhos.
Tudo é pequeno
Tudo aproxima-se do quase nada.

E seus olhos aflitos doem.. 
Com a insensibilidade perdida 
dos sentimentos acumulados.. 
Tudo junto, 
Quase misturado. 
Bum. ~

terça-feira, 16 de julho de 2013

Anestesia

     Este trecho não será narrado por uso da razão, nem do coração. Apenas narrado.
     Sinto-me honrada e orgulhosa por estar anestesiada agora.
     Lembro-me do suor em câmera lenta descendo no rosto gélido de ansiedade e susto. No respirar ofegante de todo o meu corpo. Sinto-me orgulhosa do remédio das madrugadas e pela força irreparável, quase em todas as vezes, que sinto quando nas madrugadas entristecidas, acordo repentinamente, pensando que já estou em outro lugar sem ser o real.
    É simples. Em uma dessas madrugadas, tive um sonho. Não só um sonho, seria.. o pior sonho.
    Veja bem, eu estive com ela, estávamos andando por entre nossas divertidas palavras. Ela me fazia sorrir. Me fazia chorar de rir. Eu estava feliz em um sonho real. Segurava a mão dela com força, e sei que não largaria por nada. E aquelas músicas, faziam-me sim, respirar melhor. Não serei exagerada. Eu estava bem. Ela estava bem. Nós estávamos felizes. Até que o barulho de pneus de bicicleta, se aproximavam de nossos corpos. Eram três monstrinhos. Os que me visitam três vezes por semana, quatro horas por noite. Aproximavam-se com risadas, perversidades, cheios de vida como se tivessem uma. Olhei assustada para aqueles olhos assustados, e quando menos esperei, eles tomaram-na dos meus braços. E como vampiros com sede insaciável, levaram-na, subindo os prédios com aquela bicicleta bizarra onde os quatro cabiam. Levaram-na de mim.
   Não contarei o final. Ela voltou, e machucada. Eu a encontrei, fui até ela e abracei com toda a alma. É o que os olhos do mundo precisam saber.
   Mas o que os olhos do mundo também precisam saber, é que por encontrá-la bem, gritei de um carro em alta velocidade eufórica, não me segurando mais, soltando a voz, com cabeça e lágrimas pela janela. Anestesiada por uma felicidade descontrolada, por uma ferida em carne viva quase curada...  Eu fechava os olhos...
E o que o mundo precisa (não precisa, nem necessita) saber é que eu estou loucamente adormecida e jogada por entre as estrelas lá fora.

sexta-feira, 12 de julho de 2013


Eu nunca passei tanto tempo sem escrever. Isso para mim, é como se eu perdesse o dom que o mundo escreveu para mim. Estive longe, e lutando. Creio que há muito o que se escrever, está aqui, mas escondido no fundo do poço mais escuro da alma.