segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Passado


Cruel passado que lhe persegue, mesmo não olhando para trás o tempo todo, mesmo não lembrando tanto. No passado ele sorria, e hoje sua aparência tão dolorosa, acaba não enxergando quem o ama, ou quem lhe segura quando cai. Para este ser, nada e ninguém poderá mudar o que sente ou o que odeia, todos são imprestáveis em um mundo não igualitário.

Ele odeia sem dó, sem piedade. Nada o faz bem. Ele vive, ele caminha sob as sombras das trevas para ver as luzes que o ilumina, mas nada vê.
Não quer enxergar. O passado como sempre foi, nunca existiu. Seu rosto pálido, pega fogo, ele queima por dentro de tanta tristeza e ódio. Seus olhos fecham-se, mostrando total desistência. Não quer mais viver, mas que vida? Tentando flagelar-se todo o tempo.
Engana-se com seus sorrisos secos. Quem pode salvar este ser? Como todos dizem.. O tempo tudo muda, o tempo cura. Mas o tempo não passa. A escuridão permanece ali, solida e fria. Nada muda.. o ser fraco condena-se quando apenas causa um erro. O erro de olhar para trás, o erro de lembrar-se tanto.
Enfraquecido, mergulha em um abismo sem luz e cheio de lembranças. Decepção por aquela possível lagrima que caiu, então preferiu notar o passado poupando a dor. Mantém a escuridão sobre o dia. O frio predomina. A terra tão ensangüentada, seu sangue já era tão frio quanto o tempo que passara tão devagar.
O sorriso dos outros, como estacas que perfuram seu pequeno coração. Tão frio. Seu coração está a beira de congelar. Não conseguindo dormi, vê a sua volta, as desgraças, mas nada o afeta, nada o incomoda.
Continua pensando e lembrando, e congelando em seu pequeno abismo de lembranças e desgraças.
Via-se ali a alma doentia de quem nunca amou.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Depois de tantas alegrias, vem a vagarosa tristeza..


Tudo o que queria era apenas sobreviver desta dor sem fim.
Dessa dor que não o deixa que já faz parte de sua vida ingênua.
Por que viver sem sonhos e sem descobertas ..
Não é vida...ele era apenas um vulto andando pelas entranhas de um caminho escuro.

Sombrios e misteriosos olhos, jorravam lagrimas de pura dor.
Expressão de angustia ali sentida. Sem sorrisos.
Via-se no espelho, sentia vergonha, um reflexo pairava ali. Uma incerteza.
Que nada vivia...

O passado o condenava, o amaldiçoava.
Via-se o sangue escorrendo pela pele branca e pálida.
Que não via sol a tanto tempo.
Saboreava sua escuridão eterna.

Quem era aquele que vagava?
Nunca tinha respostas, não sabia o que era.
O próprio sofrimento o purificava
Se flagelava.

O tempo não passara, pois vivia sua rotina intensa.
A alma perdida.
A lua chorava e o céu combinava com seu sangue amargo escorrido.

Sem direção vagava,
Sem dó se flagelava,
sem fim e sem luz..
E continuava a vagar nas sombras das trevas.
(...)