quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O nome dela é...

O nome dela é...
Normal.
Bem do tipo que faz coisas normais e não tem problemas psicológicos. Quero dizer, ela é diferente. Dificilmente ela gosta das mesmas coisas que eu, dificilmente ela vai discutir um episódio de Game of Thrones ou uma música comigo. Diferente do tipo, não gosta de quase nada do que eu gosto e mesmo assim ainda é interessante no ponto máximo da categoria simpatia para com o próximo.
O nome dela é...
Simpatia.
Não lembro nem um pouco de como a conheci. Mas sei que a percebi no momento certo, oportuno e diferente da minha vida. Ela sorria e comia naquele lugar como quem se adaptava, onde eu nunca me adaptei. Fez amizades rápidas mesmo sem pressa. Ela era ela e eu nunca tinha visto isso de maneira tão natural e pura.
O nome dela é...
Empatia.
É raro eu querer levar alguém pro resto da minha vida comigo. Os meus amigos reais e de verdade são os que conto em uma mão só. Ela é o cotoco. No primeiro momento que conversei com ela sobre coisas da vida, achei ela um desafio. O desafio foi expandindo horizontes onde hoje, ela sorri e tenta compreender as coisas que eu falo. Ela sorriu quando eu disse que eu era completamente louca sem me julgar. Isso é tudo e mais um pouco.
O nome dela é...
Amor.
É difícil e clichê falar disso. Mas ela é amor. Ela dá amor. E tudo nela transborda. Seja uma noticia ruim pelo telefone, seja uma dúvida sobre amores coisos por ai, seja sobre o amor próprio. Ela mostra que sente e isso é significantemente necessário para mim. Além de carinho, ela mostra que tá ali, por simples versos de olhares risonhos ou por uma risada que só eu entendo porque é tão bonita. Ela é amor e isso é único.
O nome dela é
Amizade.
Ela só era mais alguém que estava trabalhando comigo em um lugar que não sou muito fã. Ela se sentava do meu lado e dizia coisas e eu não dava importância. Em certo momento que não sei qual, eu prestei atenção nela e a ouvi. Ela acha a voz dela chata e enjoada, de certo modo é e ainda sim é música. É hino. É doce. Como sinfonias de violoncelo de Bach, o que eu quero dizer é que eu amo a ouvir. Seja estrodosamente ou seja olhando nos olhos, conversando sobre o final de semana e me ouvindo com atenção. Sinto-me protegida
O nome dela é ...
Loucura. Sim, loucura, pelo simples fato que a loucura dela parece bem com a minha. Loucura porque ela se doa e é espontânea para o meu azar, e você se encolhe e ela lhe acolhe nos braços. Loucura porque ela me entende com os olhares. Loucura porque ela não precisa se esforçar muito para que seja apaixonante. Eu sou apaixonada por ela por tudo que ela me conquistou por ser normal. Eu sou apaixonada não como poderia ser, não desse jeito, mas ela é minha irmã, é inevitável recusar uma loucura tão parecida em sintonia com a minha. Quero dizer, se você, achar o nome dela por ai, aprecie com cuidado, por favor. Algumas são tão raras e desafiantes que até a alma mais perdida do mundo, se encontra, renasce e se reinventa. Como eu.
Ah, e o nome dela é...
Você.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

About girl interrupted

Engraçado como a vida te retrocede como quem brinca de peteca. Encontro-me com aquela ânsia no peito de quem acabou de voltar para uma época de pura empolgação e loucura.
Não estou alta.
É como se a trilha sonora fizesse com que cada partícula do ar que você respira fosse o mesmo de anos atrás. Você admira aquela música do mesmo jeito, com o mesmo sentimento. Admira novamente um ser dançar em luz negra avermelhada a música do Marilyn Manson.
Você sente a dor que de certo modo, você sempre soube que não existiu. Mas que ainda está ali. Será loucura? Será que o livro ‘Girl interrupted’ faz-me pensar agora que algo daquele tempo ainda existe em mim? Será que a mente está um bololô só? Será que esse sentimento vazio e doloroso de abandono e pensar em ter a obrigação de deixar que me abandonem, é real?
Como quem admira e teme a mente humana, vou deixar não só a vida resolver isso, mas vou aproveitar toda a dor que me presenteou e quem sabe a loucura me leve pra onde eu realmente deva ir.