terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Se for pedir muito, eu desejo voltar ao normal.

domingo, 12 de janeiro de 2014

As vezes, vejo-me aqui perdido
Sem inúmeros sentimentos
Estou neutro, na pele de um escritor
Que nada sabe.

Está nublado, tive pesadelos
Está silêncio e é aniversário da cidade.
Em um domingo qualquer,
Estou aqui, louco e vazio.

Mergulhado na própria ânsia,
No pensamento,
Só assim, consigo refletir.. E só assim

Morto, debruçado, confuso
Coberto, com frio,
Sem entrelinhas, sem nada, sem luz,
Sem calor, sem emoções,
Sem a literatura certa, sem inspirações,
Sem ti, sem mim, sem nós.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O mais confuso Hoje.

Aquele momento em que tu sentes que, hoje, só hoje, tudo foge das mãos.
Que tudo se encontra mais distante do que deveria estar
Tu estica as mãos e não alcanças
Tu olhas para ela, e ela precisa ir por hoje ...
E tu olhas ela ir por um dia
E assistes a isso sem morrer.

Tenta entender que isso acontece
Isso sempre acontece
E teus atos,
Ah, teus decadentes atos de acordar de madrugada
Tremendo de amor
Tremendo de frio
Com aquela ânsia
Aquela falta que nenhum outro ser humano é capaz de descrever
Aquela dor na boca do estomago, com medo, doída,
Tu tivestes a chance de segurá-la com carinho
deixou-a escapar pelos dedos,
é exatamente isso o que acontece de madrugada...

Por favor, não force nada,
Não se desespere
Não chore
Não grite
Não tenha medo,
Aceite. Tem que aceitar
Que por mais clichê que isso seja,
O que tem de ficar, vai ficar, e vai ficar ali sempre.
Basta abrir os olhos.

Tu, Tu, Tu, Tu, Ela, ela, mas.. Ela...

Controle-se, abra um livro, esqueça de pensar, lembre-se de viver, viva outra vida, entre em outro mundo, esqueça o seu mundo por uma hora, fuja, abrace a imaginação, beije o vulgar, sinta-se leve, feche o livro, passou-se 3 horas, não esqueça de respirar, feche os olhos, recolha o seu mundo, junte-se ao meu mundo, chegue perto, estique a mão, lembre-se dela, estique só mais um pouco, abra os olhos... Vê? Ela nunca foi embora... Você foi e esqueceu de como voltar.

sábado, 4 de janeiro de 2014

4 de janeiro.

Apesar de ter durado tão pouco tempo aquilo tudo, são vagas lembranças. Eu não tenho dúvidas do que senti, apesar de estar inseguro também. Se houve algo, se eu senti, ainda não entendo porque me sinto “um pouco triste” de vez em quando, sabe, de vez em quando.
Teve um tempo no começo, que ela dizia que era tudo muito sensível dentro de mim, e que ela tinha medo de certas coisas, eu lembro. Ela sempre me dizia para não me aproximar quando estivesse assim, mas em um dia desses, ela me perguntou como foi o meu dia sem ela. E eu só pensava em olhar nos olhos esverdeados dela em algumas noites, mesmo sabendo que seria impossível. Eu só queria conhecer músicas novas, escutar músicas conhecidas e mostrar todas a ela, tudo quando a gente se conheceu.
Ela gostava das minhas músicas, eu gostava das músicas dela e ela gostava de estar comigo, eu sei. Ela agradeceu pela bela música que eu mostrei, e agora sou viciada na banda. Mas quando ela disse que passaria uma madrugada toda pensando em mim, eu sonhei com ela e não foi ilusão. Eu quis segurar a mão dela, em certos momentos. Quando ela disse que eu não deveria me apegar, eu só pensava em levá-la para comer pizza, mesmo ela estando dentro daquela dieta infinita, não sei se até hoje.
Creio que a maior agonia do ser humano é ter algo arrancado dentro do peito sem permissão, e esse algo simplesmente sumir sem dar noticias. Isso é agonizante, mais agonizante é saber que ela mesma se arrancou de mim. Não, eu não me apaixonei, e eu também tive medo. Ela disse para eu seguir, mas eu queria que ela soubesse que eu não quero esquecer que não foi insignificante, eu não vou apagar fotos obrigadas, não vou apagar conversas, nem áudios, nem arrancar páginas disso, mesmo que ela implore. Ela pode me esquecer. E eu quero lembrar, e não vou morrer por isso.
Eu não sei se haverão mais palavras sobre o que houve comigo e com ela e é provável que não. Talvez essas sejam as últimas, e se ela ler, vai vibrar porque foram as últimas, vai fechar a página e continuar com a vida. Eu entendo. Eu aceito. Só quero que ela seja feliz, pare de ser insegura e escove os dentes e o aparelho toda noite, para que o chiclete não atrapalhe e grude. Quero que ela pare de culpar a camisa do Nirvana. Quero que ela tenha passado um natal bom, um final de ano olhando os fogos de artifício. Quero que ela tenha se dado bem no teste de matemática naquela segunda- feira. Quero que ela saiba que ela pode voltar se quiser... E se ela nunca mais voltar, quero que tenha uma vida maravilhosa.
Ah... E a propósito... Feliz dia 4 de janeiro.