quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje

Hoje, não quero escrever algo sombrio, ou triste. Não quero contemplar nada, sinto a musica, a tranqüilidade, estou bem, em harmonia. Desejando a brisa, não gélida, nem quente, normal. Não quero pensar em tragédias, não quero ver sangue.

Quero ser do tempo, do vento, não me importo se estou presa, ou se não vejo o paraíso. Hoje me sentei no paraíso e me senti tão perdida, não parece ser o bom caminho. O inferno também não, pois não desejo chorar nem me perder nas lagrimas.

Ontem, hoje... E o amanhã e o depois...?! Quer saber, nada importa, minha cabeça me impede de pensar, ou imaginar, ou sonhar. Eu amo e amo tanto, amo perdidamente, mas não sei o que amo, se é o tempo, ou se é o clima, ou se amo amar, ou se não amo, ou simplesmente amo o paradoxo.

Se eu amo tudo, se amo nada, eu não sei, não quero pensar, sou agora alguém que gosta da realidade e que não foge dela apenas imaginando ou se iludindo. Sinto-me no alto e no baixo nível de inspiração. Um guardador de rebanhos me ensinou com seus textos extraordinários... Mostrou-me o sentimento da realidade, que a felicidade da vida é conhecer a verdade, e deitar-se na realidade é ser feliz. E que simplicidade é ser feliz. Tudo existe e tudo está aqui, longe ou perto.

E no momento é tudo que sinto. Tudo e nada, saudades, liberdade, é como se simplesmente juntasse todos os sentimentos em um copo vazio. Se sinto, manifesta-se como a quentura do meu peito e o aperto que me deixa contente. A leveza dos batimentos...

Quero-me sentir mais leve, e não com os sentimentos fazendo tanto peso em mim. Quero sentir a felicidade assim, sentada em uma cadeira, escrevendo e me sentindo livre de qualquer coisa, e o Agora é único, e sei que é passageiro. Mas o que importa se é passageiro? Não importa, não mais, o Agora pode viver para sempre, sem pensar, nem imaginar, só lembrar que não estou só.

O Agora se resume em... Sentir.

Paula Borges (em: 26/08/2010 às 21:00 quinta-feira

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