domingo, 17 de novembro de 2013

Priceless Advice

O rapaz triste de casaco xadrez está sentado na cadeira de balanço, quase querendo voar. Percebe que o importante é saber as diferenças entre sentimentos, incondicionais e fortes. E por mais indignado que esteja ele sabe a diferença numa fração de segundos. Percebe que um sentimento é tão completamente podre e ruim, que até hoje, nunca trouxe um sorriso bonito no rosto, este sentimento é a doença da alma, este deve ser estuprado e morto. Percebe que o outro sentimento é tão inteiramente puro e contagioso, que de todos os minutos infinitos trouxeram a ele uma paz tão completa, uma harmonia de mundos que só dentro deste ser poderia explodir e formar o mais formidável pilar, este deve permanecer intocável independente de tudo.

Mas os dois sentimentos continuam andando de mãos dadas pela ultima lágrima que transborda. E o rapaz explode e quer gritar, mas ele agradece o teu inestimável conselho: Esquecer.

Ps:. Imagem por Yngrid Soares.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Querido diário virtual

O momento da ruína, das lembranças. O momento de percepção e são quase 3 da manhã, sinto-me numa infinidade vazia, num buraco sem fim, e isso não vai acabar até eu colocar os pés no chão.

Quis terminar te contando o meu dia, pra gente rir das histórias que escutei, de momentos como o “café da tarde”, como o filme legal que assisti e como eu vi a manhã quase tão vazia quanto intervalos do dia sozinha, quis te contar os meus pensamentos, quis te contar como eu estou apaixonada pela leitura e pela música de um rapaz louco, quis desabafar não sentindo o conforto da tua companhia, quis me entregar a ti como se fosse a ultima pessoa que veria na vida, assim como eu fazia quando te dava boa noite.

O que pretendo dizer, é que são 3 da manhã e vou perdendo o sono. Acabei de terminar o dia com boas risadas e nostalgia, passei momentos lindos com a pessoa que tem a minha alma por inteiro, logo depois, com outras pessoas que tem, de longe, um terço de mim. Acabei, erroneamente tentando colocar outra pessoa para escutar minhas histórias, parei no meio, morri no caminho de volta e percebi que esse é teu lugar, e de mais ninguém. Percebi que teu lugar é, realmente, único. E cuidarei dele até que tudo fique bem.

Nesse momento queria te encontrar, passar a mão no teu cabelo branco bagunçado de irmã mais nova, sorrir um pouco e dizer que sinto a tua falta, mas não quero que saibas disso.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

E agora, meu querido diário virtual, sinto-me novamente dentro de um ônibus voltando para casa numa terça feira a tarde, chorando mais do que tudo por dentro, perguntando-me como vou sobreviver.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os sussurros agonizantes diante da sombra da alma amadora. Tudo que parece estar aqui é vazio, é tudo e nada ao mesmo tempo, é o paradoxo, o absurdo, o bondoso, o amigo, a vergonha, o não dever, o sujo, a mudança, a despedida. Tudo que preciso dizer é tão rápido, tão simples diante dos olhos, e tão dolorosamente complicado. Porque eu consigo ouvi-la ali do outro lado, tão intensamente ligada à perdição do grito. Tão calma, esperando por mim. E a imagem que crio, diante desta trilha, sou eu te abraçando tão apertado, machucando a tua pele, passando pelos meus dedos toda a agonia de não te ter por perto. A imagem que crio, é de ti olhando nos meus olhos, dizendo-me que está tudo bem, e que tu estás aqui, sorrindo pra mim.
Esta é a trilha que acompanha a noite que fez da tua imagem como o único ombro que me vejo chorar, até ficar tudo bem. Mas hoje, apesar de tudo, te sinto tão mais longe.
Esta é a trilha que acompanha a noite de tropeços, que cria um ser e não ser na mente, que arrepia a espinha, que faz um nó na garganta, um apertar de olhos, um lagrimar despercebido, e grita mais do que tudo: EU ESTOU PERDIDO. 

sábado, 9 de novembro de 2013

Eu  fiquei te esperando ligar.
Mas aí o telefone não tocou, desisti de te esperar somente as 6 quando o céu apareceu, quando tentei dormir, mas eu rolei até as 7:20, quando finalmente alguém bateu na porta do quarto.. Mas eu percebi que tá uma manhã linda, e não pude ignorar. Levantei e preferi estar acordada até agora sem esperar nada.
São exatamente 8:20, estou escutando The gift, uma das músicas que sempre me faz lembrar do teu abraço na Segunda- feira quando vou ao trabalho de mal humor. Percebo que tudo que senti de madrugada já não era como antes, e sinto o sol nas pernas como uma despedida. Mas eu aceito lutar comigo todas as noites, se for preciso, para ficar tudo bem e ter de presente uma manhã tão bela por ter ganhado de mim mesmo. Deixei de te esperar, de verdade, as 6:40, quando me dei conta de que Kurt Cobain não iria cantar Dumb, do toque do meu celular.
Mas mesmo assim tá um pouco vazio, só um pouco..