segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os sussurros agonizantes diante da sombra da alma amadora. Tudo que parece estar aqui é vazio, é tudo e nada ao mesmo tempo, é o paradoxo, o absurdo, o bondoso, o amigo, a vergonha, o não dever, o sujo, a mudança, a despedida. Tudo que preciso dizer é tão rápido, tão simples diante dos olhos, e tão dolorosamente complicado. Porque eu consigo ouvi-la ali do outro lado, tão intensamente ligada à perdição do grito. Tão calma, esperando por mim. E a imagem que crio, diante desta trilha, sou eu te abraçando tão apertado, machucando a tua pele, passando pelos meus dedos toda a agonia de não te ter por perto. A imagem que crio, é de ti olhando nos meus olhos, dizendo-me que está tudo bem, e que tu estás aqui, sorrindo pra mim.
Esta é a trilha que acompanha a noite que fez da tua imagem como o único ombro que me vejo chorar, até ficar tudo bem. Mas hoje, apesar de tudo, te sinto tão mais longe.
Esta é a trilha que acompanha a noite de tropeços, que cria um ser e não ser na mente, que arrepia a espinha, que faz um nó na garganta, um apertar de olhos, um lagrimar despercebido, e grita mais do que tudo: EU ESTOU PERDIDO. 

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