quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


O dia amanhece como a alma, frio e doentio.
Que ao invés de deixar algum anjo ajudar, foge e corre.
Porque na decadência do mais cinza dos dias, deseja estar assim
Caído, sentindo a alma queimar, além da alma, a face e o corpo.

Por mais decadente que seja, estou num paradoxo.
Entre vida e morte dentro do sonho,
Que jamais tentei acordar,
Ou, definitivamente, acabá-lo.

Não desejo a companhia dos mortos,
Não desejo palavras de carinho,
Não desejo que tu olhes por mim.
Porque tu não disseste adeus.

E por mais que doa, não julgo os céus por ser ingrato.

O céu despenca,
Ele grita junto,
E deixa derramar em mim
A falsa liberdade dos seis anos...

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