sábado, 5 de novembro de 2011

2/11/2011

Se desejei ficar sem coração
Eis a prova viva, sobrevivente daquele abismo escuro,
Sangrento,
Que segurava todas suas lágrimas sobre as costas

Se hoje estou vivo,
Se hoje não sinto pelos outros o que um dia sentir,
Não é culpa de ninguém...
É culpa do tempo...
É culpa da solidão...

Mais uma vez desejo aquele gosto amargo,
Aquele frio rastejante,
Aquele adeus improvisado da vida...
Se um dia cai e não me levantei,
Se um dia morri,
Comprovo hoje que morri de amor...

Sinto que voltei ao luto dos que já foram,
Sinto que voltei ao inverno do que nada mais resta.

Esse sou eu, tentando saber o que ainda sou.

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