sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Novembro..

São lembranças só minhas, são memórias que ficaram em um coração que guarda como uma flor intocável. É incrível como ainda me faz sorri, ainda me faz querer dançar, me faz querer voltar no tempo, não para ficar, mas sim para ir, sentir e voltar à realidade.
Não desejo voltar, Novembro. Fostes o melhor sentimento que já tive, a melhor lembrança, fostes único. O lugar onde desejei estar todos os dias que se passaram, mesmo estando aparentemente feliz... Sei que vivo muito no teu passado, mas não importa, são desejos que não poderei ter e que já me fizeram ter o costume de apenas lembrar.
A realidade é tão diferente do doce sonho que fostes. Hoje não existe amor, mas existe a compaixão por mim mesmo. Quando estava contigo e em ti, o amor tomava conta de mim, eu só pensava nos sonhos e não no pesadelo que poderia ser um dia. Eu era o humano repleto de paixão e desejos, um pobre sonhador e fui um poeta que fez da própria felicidade o passado que eu mesmo criei.
Novembro, eu me lembrarei da tua face, do teu sentimento, do teu cheiro, da tua áurea, és um passado que ainda desejo lembrar, tu és a lição que devo levar, tu mostrou que para se viver bem e em harmonia com quem ama não é junto, apenas, com os sorrisos, e decorei com exatidão que isso é verdade.
Hoje estou sentindo falta. Não tenho doces sonhos, nem em quem pensar ou amar, estou só e não me importo. Vou vivendo e aprendendo com os erros. Estou me acostumando em falar de solidão, não há mais ilusões, agora sou feliz por saber a verdade. Tu foste um sentimento novo, um amor novo e um refúgio, mas foi embora como todos os meses. Sempre falei que era um sonho, eu acordei, tu acordou, e quando abrimos os olhos estava tudo acabado.
Novembro, novembro, novembro apesar de ter sido só um doce sonho, tu ainda fazes muita falta.
“Quebre as correntes”
06-11-2010

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