segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tudo tão estranho.


Em que lugar estou? Quem são estes seres que me rodeiam? Eles não custam a sorri, os sorrisos são como gritos de socorro em meus ouvidos.
Por que estás longe... Não te sinto mais tão perto.
Estás te distanciando mais. E o que aparenta é que estás fugindo de minha imensa dor. E eu digo... Não tema a ela. Não tema a mim. Ela faz parte de mim, se fugires dela certamente estarás fugindo de mim também. Por isso, não tema.
Eu preciso de ti.
Onde está o otimismo para continuar? Talvez dando longas voltas distantes de mim.
Antes de me deixar lembre dos meus gritos abafados. Só tu podes ouvir. Mas finges não ouvir. Ajude-me a sair daqui, meu anjo. Escute-me
Isto é um pedido de socorro.
Dê-me forças. Creio que é o que resta. Creio também que é apenas tu que resta neste meu terror. A única luz que vaga sozinha na minha escuridão. Nas minhas estradas. Nas minhas sombras. Mas o tempo, mesmo passando tão devagar, cada vez mais tua imagem desaparece.
Tudo que vivo, é apenas um sonho. Apenas uma fantasia. Não quero odiar. Não preciso morrer para encontrar a liberdade ou a felicidade.
A morte é um refugio dos fracos.
Só poderei ser completamente feliz quando tua luz voltar a ser forte. Ao teu lado.
Mas lamento... Não posso depender de ti para sorrir.
Agora não sei por onde vagas, mas eu lhe peço e não imploro. Volte. E diga que estará me esperando e estarás lá por mim.
E se um dia não voltares... Doerá tanto.
Mas acredite meu anjo...
É suportável.

2 comentários:

  1. "...a morte é um refúgio dos fracos..."

    chama-me a atenção o quanto você sabe expressar o que sente, isso é belo, Paula!
    Esse texto ficou muito bom, gostei de ler, legal mesmo!!!

    bjs

    Davi

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  2. nossa.

    um tortuoso relato, como um sonho distante, um passado separado da vida pela morte.

    demais.

    Blog Suicide Virgin

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