segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O abismo


Na escuridão extrema,
Nada para se ver, nada para se ouvir,
Nada para se concluir.
Apenas uma escuridão eterna e um abismo triste.

Um abismo flutuante, que predomina sob a escuridão,
Lá o tempo não passa, é parado, o tempo já não existe.
O mar é feito de lagrimas de tristeza, derramadas de olhos inocentes.
A terra é vermelha, é o sangue de pessoas inocentes.

Arvores morrendo, se lamentam, elas sentem, elas choram.
Não posso ficar ao lado delas.
O céu é escuro, nada além da escuridão,
Estrelas caem, a Lua, coitadinha, Chora.

No lugar escuro, chamado abismo.
O que sou?
O que pode definir-me?

Eu sou aquela que em baixo da terra sangrenta mora.
Eu sou aquela que chora sem saber por quê.
Eu sou aquela que carrega um tumulo, pois a vida não viveu.

Eu finalmente sou aquela que não caminha e chora.
Sou aquela que sente, na terra sangrenta, tudo que passou.
Tudo em um lugar chamado abismo, escuro, uma noite fria e linda.
Eu sou aquela que se chama Morte.

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