domingo, 6 de dezembro de 2015

Querido diário virtual

Aquela pessoa olhando o pôr do sol de uma janela sentindo uma ponta de “felicidade” como um nó na garganta, sem maldade, sem um céu, sem rumo, inexplicavelmente sou eu.

Não uma bala gigante de Salvador Dali querendo me estourar os miolos nesse domingo. Não um objeto querendo se atirar no mundo do último andar de um prédio qualquer. Não a alma nas nuvens surrealistas do meu cérebro.
Sou eu.
Era eu
Digo isso, pois não estava mergulhada na minha cabeça, diário. Não. Eu estava ali sentindo o real sem entrelinhas. Era eu sem ela. Era eu sentindo que ela foi real e surpreendente todo dia. Era eu sentindo que talvez eu a ame mesmo tendo lados bons e ruins. Era eu sentindo que ela fora tudo por um momento e sumiu, como uma estrela e eu estava melhor.
Sei que se essa estrela reaparecer em qualquer outra forma no mundo me fará sorrir, como o real que chega agora aos meus olhos.
E eu ainda espero o pôr do sol que ela um dia me ofereceu.

"E hoje a noite não tem luar
E eu estou sem ela
Já não sei onde procurar
Onde está meu amor?"

Nenhum comentário:

Postar um comentário