segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Aquela tarde de domingo


E naquela tarde, doce e confiável,  as palavras começaram a sair, e nada importava.
O desespero que havia sentido por dias, agonias em madrugadas e lagrimas sem sentido, havia sumido, e nada importava.
Encontrara o guardião que lhe sustentara, de repente o coração se entregou e ela o abraçou com força, cuidou e o fez parar de sangrar, e nada importava.
E apesar de todo o escuro que o rondava, de todas as crises, ela esteve ali, firme, forte de sorriso nos lábios, e de toda a alma aberta que lhe oferecera, das palavras tirou a sobrevivência, do aparecer tirou a calma, do olhar tirou o conforto e do sorriso tirou a felicidade e o amor incondicional que jamais sentira, e nada mais importava.

E quando as palavras cessaram, respirou fundo e agradeceu aos céus todos os dias a partir daquela tarde de domingo.

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