Notória lembrança

Em concepção errônea, navego em rios onde acompanhava-me o olhar que tremia até o último fio de meus ossos e instigava-me até a única dúvida.

Meu corpo ardia no quadragésimo dia de viagem e por entre as gotas de suor, a alma gritava: onde está a sensação de saber a que lugar eu pertenço?

Desceu pelo rio? Da terra pro mar?

O corpo tremia pensando nos seus olhos cinzentos sorridentes de prazer que até um dia antes de eu morrer, chamava-se cura. Você era a perdição de elos de sorte e ansiedade. Era a sensação perdida de prata em sonho. Você era a vergonha distante em entrelinhas. Você apresentava-me a dormência e a satisfação mergulhada em ego.

Mas em concepção errônea escrita na parede daquela tarde chuvosa em fevereiro, a face de Deus era jovial. Ele continha cabelos brancos bagunçados presos por um laço preto de plástico brilhante.

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