domingo, 18 de maio de 2014

Querido diário virtual

É engraçado, mas preciso dizer o que se passou num sábado "qualquer".

Nesse sábado, eu acordei com um monte de mensagens, desde então, tentei manter a calma e estava mais do que certa que faria aquele sábado ser normal como todos os outros. Fui ao shopping, comi comida nova, comprei umas calças, e essas coisas. O normal.

Ao decorrer do dia, tentei dormir. Consegui o que é raro num dia de sábado. Acordei, fui para o chuveiro, cantei Vampires on tomato juice, e continuei a receber mensagens, até que elas pararam. Ok, podemos superar isso, quando essa pessoa falar de novo, será depois e ela vai estar comigo- disse a mim mesma.

Sai de casa, do jeito mais sóbrio possível das minhas loucuras e paranoias. Fui de moto. Ao longo do caminho, com aquele vento por demais forte no meu rosto, tudo mudou, olhando o mais lindo céu que vi até hoje, percebi que aquele não era um sábado normal, eu não estava calmo, eu não andava de moto, eu não dormia, eu não comia comida nova, eu não comprava calças, eu não gritava vampires assim fazia tempos e não recebia mensagens dizendo "Estou em Brasília, já entrei no avião". Aquele sábado definitivamente não era normal.

AQUELE SÁBADO ESTAVA INSANO.

Passei cerca de uma hora dentro do aeroporto.

Fiquei só, até que eu queria me esconder, queria ir embora, e eu estava louca. Eu iria lhe entregar uma carta, e um abraço. Ah, eu poderia lidar com isso. Mas até hoje eu não sei como não desmaiei no meio de toda aquela gente de malas pra lá e pra cá.

Exatamente neste horário, que me encontro hoje escrevendo isso, há um ano, uma guria de cabelo meio azul desembarcava no aeroporto de Belém. E fora, definitivamente, um dos melhores dias da minha vida. Porque? Porque não só foi um desembarque. Há um ano, neste exato momento, eu estava olhando nos olhos de quem me acolheu por longos nove meses até aquele dia, que decidiu dar-me de presente a amizade, o aconchego, e o amor incondicional. Aquele, caro leitor, foi o melhor abraço que recebi em anos. O nosso primeiro abraço. Aquilo, meu caro, foi o melhor presente que ela me deu. E se ela ler isto, que saiba que sou grata por ela estar aqui até hoje, do mesmo jeito, e meiga do jeito que sempre foi, mudando apenas a cor do cabelo.

Y.S.

2 comentários:

  1. '-'
    A guria de cabelo meio azul(incrivelmente hoje ele também está meio azul) pediu pra dizer pro vulto preto que ela leu e escutou tudo, e que agora ela está nostálgica e incrívelmente feliz, minha nhown ><

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