domingo, 16 de março de 2014

Éramos três estrelas. Uma amarela, uma vermelha e uma cinza.

A vermelha olha para infinito, em paz. Acho que está sorrindo apaixonada, sorrindo para qualquer coisa. É engraçado olhá-la tão boba, ao mesmo tempo, confortável. A amarela encontra-se bêbada diante das lágrimas escondidas de seu rosto enrugado, é provável que o cheiro venha da maldita fuga da realidade que a cerca.
Eu sou a estrela cinza, a que lembra das palavras finais olhando pela janela. Ao mesmo tempo, invento de enxergar além do céu, vejo os olhos, vejo a lua que tanto fez-me brilhar, faz-me agora piscar e querer sumir, para não brilhar neste céu, o teu céu, porque enquanto busco o nada, o medo é maior de desaparecer no caminho de volta a sanidade.

A estrela vermelha era o infinito, a amarela a perdição e a cinza era de lugar nenhum...

Encontro-me diante da viagem por entre os céus, no momento, não há cansaço, apesar de estar fazendo tudo exatamente igual ao dia anterior.



In your heart, forsaken me.

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