quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Minha Alma


Desejo a morte bem antes de ela chegar,
Tudo gira, mas absolutamente nada sai do lugar.
Meu coração sangra. Uma tortura doce e lenta.
Derrame a realidade em cima de mim.

As feridas não querem cicatrizar.
E nesta terrível escuridão, eu infelizmente me reconheço.
Qual a vantagem de ficar serio o tempo todo?
Qual a vantagem de fingir que está tudo bem?

Você não chorará minha ausência, não se importe
Eu não sou nada, deixe-me ir.
Você entenderá.

Mate-me se for possível. Minha pequena alma agradecerá.
Mostre-lhe seu céu e seu inferno. Ela parará de sangrar.
Então mostre com todo o amor.

Ela está fria, é um anjo caído que nada vê e que nada sente.
E se apronta para ir embora.
Acredite. Ela não olhará para trás.

A minha alma é amiga da dor,
A dor que destrói e que nunca vai embora.
Discretamente ela chega discretamente ela fica.

Minha alma pede-lhe socorro, tire-a daqui.
Ame-a com todas as forças, aproveite, faça-a viver.
Quando acabar, mate-a sem dó.

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