Um domingo e um desabafo
Dos olhos mais fascinantes que vi, houve uma explosão. Coloriu o que eu não procurava mais, quebrou o medo da vastidão do tempo e da imensidão do universo. Eu quis ser, somente ser o que sou e nada mais que isso. Não procurei ser o que esperam de mim, eu fui o que queria doar, sem trocas extraordinárias.
Dos olhos mais hipnotizantes que vi, senti o calor, senti a brisa, senti o mar, senti a lua. Senti esperança no que deixei de procurar.
Quando o peito palpitou paixão
Me permiti sentir
Baixei a guarda dos meus soldados
No que deixei para trás, encontrei maturidade na queda. E na queda me encontrei, encontrei reconhecimento do que sou e auto cuidado.
Em uma tarde, os olhos de cor infinita me encontraram, me deparei com os olhos de Capitu, na presença da sombra de afeto.
Chegou feito lua cheia e me incendiou de feitiço, minha rua inteira e meu juízo. Chegou como vento e me levou inteira. Quase um furacão, sim.
Não esperava por nada disso.
Não esperava encontrar tanta beleza envolta ao caos. Não esperava querer conhecer, desvendar a alma bonita que não sabe que tem.
Me despertou curiosidade todo aquele mundo, o mundo dela. Percebo agora que não foram apenas os olhos, nem o corpo, nem a beleza.
Fico feliz que a sensação ainda seja quente
De alívio em sentir
Por mais que muitos medos existam,
Drummond teve razão quando disse que há muitas coisas no amor que não podemos compreender.
Pois então...
Arrisco-me dizer que nossas mãos sentaram e conversaram, sem mapa e caminharam sem rumo em uma cidade e ela disse: gosto de andar sem rumo contigo.
Não ouso compreender o futuro, mas espero que o batuque do universo esteja trazendo o ventos para o nosso lado.
Independente disso, você garota de olhos mais lindos, deixo claro, não mais que claro que:
"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer pra mim dividir um planeta e uma época com você."
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