Querido diário virtual
Acho que amei por um dia, uma semana talvez. Se foi um sonho, não me recordo. Não sei dizer. Mas era segunda, o dia em que as almas voltam a rondar o cotidiano de repetições. Trabalho e trabalho, estuda e estuda, é o dia que eu mais odeio. Lembro que o dia começou com cheiro de girassóis e Carl Sagan, estava sol, meu peito gritava ansiedade, eu não prestava atenção em nada, era tudo muito urgente. As mensagens, os sentimentos, as palavras, eu queria vê-la. Lembro que cheguei em casa com o coração palpitando saudade, tentei descansar e meus olhos pesaram, não fazia sentido a chave que queria virar. Sai correndo sentindo o vento o caminho todo. Elayne Baeta disse que sempre quis ser como o vento, pois o vento é completamente livre, e eu ali me senti, pela primeira vez, como ela. Eu sentia a minha liberdade, a liberdade de sentir e ser. É cômico sentir isso depois de tantos anos presa em algumas amarras. Lembro que quando a vi de cabelo preso e vestido preto o meu c...