terça-feira, 17 de outubro de 2017

Muda-se o caminho
Mudam-se o agir e o sentir
Mudam-se a idade e o instinto
Muda-se a cor do céu

Que da memória
Levem as lembranças
Muda-se a liberdade
Muda-se o mundo

Que do meu espanto
Acompanhem as folhas brancas
Muda-se o infinito
Mudam eu e você

Muda-se o ideal
Muda-se… mudam-se
Mudastes, mudou-me

Os versos são verdadeiros
O tempo em muita "das" vezes,
Também.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Querido diário virtual


Já faz algum tempo, eu sei. Eu não morri, mas cheguei à beira disso. Posso lhe contar um segredo? Minha mente foi a loucura.

Veja bem, o clichê é que ninguém disse que seria fácil. Nunca disseram-me que uma mente rápida* demais traria uma tempestade de perguntas sobre mim mesma. Fácil era pensar em se embebedar estando mal. Tudo era dividido* em sorte e azar o tempo todo. Era um jogo, um jogo entre tentar manter-me sã ou jogar fora todo o processo percorrido.

O veneno* é quando se tem certeza que quer melhorar e a sua mente grita: “ não, você ainda não pode melhorar.” E você revida querendo mais do que a vida pode oferecer. Você sufoca debaixo da mente encharcada de querer e não poder.
ANSIEDADE. PULSA. GRITA.
O tempo passa e é percebendo que nesse momento é só você.
É você que tem que dar o passo de mãos dadas com a mente. Ou luta com espadas* e galhos ou você não sai da lama.
Ei diário, é torto* aqui dentro. Você se tornou uma marionete do seu próprio interior quando mais se teve medo. Eu sei, é complexo. A vida te mostra que ou você estanca ou passa por isso para saber que ainda está vivo. TOC TOC, você está vivo, cara.

O caminho de volta é gigantesco*, sabe? Eu ainda estou no meio porque não sou perfeita e ainda faço besteira demais, a pergunta aparece: “ quer correr* ou ir no ritmo que o seu corpo pode acompanhar?”

Os ritmos de ação e reação te quebram* em todos os pedaços de matéria imperfeita. Eu aprendi que a paz é equilíbrio. Quando alcança você prefere andar. Consertar. Esperar. Lutar.

A minha história não faz sentido como nos velhos tempos. como eu e você juntos. Mas eis que aqui estou lhe contando como há meses não faço, que temos o poder de escolher melhorar.

Eu volto se você voltar.
A vista daí é sua.
E na sua opinião, eu voltei?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Natal atrasado : Querido diário virtual



Talvez eu nunca tenha sido tão formal quanto agora. Talvez nem tão séria.
Ela não sabe, mas estou escutando a canção que ela me mostrou. Talvez ela não saiba, mas eu nunca encontrei uma felicidade real assim antes. Eis que tudo tem sua primeira vez.

Talvez seja pouco tempo, talvez seja apenas ela sabendo entrar na minha alma como ninguém jamais entrou. Ela entrou pela porta não sendo outra pessoa, não sendo somente palavras, não sendo meros gestos para que eu me apaixone. Ela é ela e é espontânea e talvez isso seja o que mais me atrai a ela inteira.

(Olá, boa tarde.) Talvez eu tenha me apaixonado no primeiro dia, mas não poderia lhe dizer, era rápido demais. Rápido era dizer que eu estava me apaixonando todos os dias. Ah, era.
Mas me diz, qual o problema do rápido demais se é verdade e real? Qual o problema se eu sou louca e ela meu freio? Que problemas virão se eu for a flor e ela o beija flor? Hoje não importa quantos problemas hajam, ela continua ela, e é só ela.

Sabe, é tão simples como ela veio pro meu olhar e ficou. É até engraçado, porque talvez ela seja a melhor e a mais linda poesia que meu coração está lendo. Talvez ela seja a diferença que eu nunca reparei em alguém. Talvez ela seja a diferença toda que meu corpo sente e passa mal.

Querido diário, seja lá que amor repentino seja esse, que ela saiba que aqui dentro ela se tornou vida. Ela é a flor. Ela é o sorriso de alguém que estava perdido. Ela é luz.
Ela precisa saber que para onde eu for a partir de agora, sempre terá uma parte dela em mim.
Ela é tão linda. Rabugenta também.

De hoje eu tiro a mais pura sensação da última mensagem no mensseger que mandei a ela no primeiro dia que nos falamos:

Eu vou pra onde você me levar.


Feliz natal.