domingo, 12 de outubro de 2014

Maybe

 Talvez eu esteja ali, aqui, ou mais acolá. Talvez eu não seja eu.Talvez eu não esteja debaixo da janela do primeiro andar do presídio de sonhos atordoados.

Mas eu continuo embaixo da janela, vendo os paradoxos da visão do mais miserável cidadão, o qual é a voz calada/ distorcida da minha alma. Mas não o acorde, prefiro que continue no chão empoeirado do nono andar.

Um dos pássaros vai em direção da árvore de Dalí, da última vez ele estava no mundo de Alice. Ele dizia que me matava sentado no relógio gritante de suas obras. Mas o clima muda, está nublado e o ar está perfeito. Talvez agora seja confortável lembrar o quão feliz ela me fazia, o quão bom era a morte lenta. E a perdição de sentidos, os surtos e o estragar da beleza? Jamais me arrependeria se soubesse que ainda estou viva. Espero que aqueles olhos que de tudo me disse, tome o melhor rumo que a vida lhe permitir. Ela era linda sob a luz, daqui do vigésimo quarto andar.

Olha ali o pássaro de novo! Olha só as suas asas escuras, me lembra o mágico, calado e mórbido mundo dos escritores fartos. Lembra a liberdade. Lembra o desabafo. Lembra a escrita, lembra a guerra entre a tua alma e as palavras, o entrelaçar perfeito de calma. A escrita te liberta, te mata, te renasce, te inventa. Talvez, eu nunca tenha sido franca em relação a isso, mas daqui do último andar, não me lembro de nada mais importante do que eu.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Talvez, agora eu lembre de mim..

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Carta jogada ao mar

Não tenho mais contato com o mundo. Estou aqui desde eles vieram e destruíram tudo. Não consigo sentir falta de mais ninguém, mas de alguma forma acabei lembrando-me de ti. Estou morrendo? 

Lembro-me de quando caminhávamos pelos jardins da tua cidade, quando nos cuidávamos e nada nos impedia. Brincávamos. Lembro-me uma vez que sonhei com um olho teu dizendo-me adeus, contei-te e isso não te assustou. Quero dizer, aqui estou cheio de lama, cheio de memórias boas e cheio das ruins e lembro-me que o teu calor acolheu-me quando estive com frio, afastando os maus pesadelos. Ah, e as músicas? eram pura melodia. Meu fechar de olhos, o teu fechar de olhos. Tu costumavas pegar minha mão e dizer que tudo ficaria bem. Pequena grande amiga, era um tempo tão bom, não? Eu acostumava acordar feliz, e tu?

Onde estás?
Por quê?
Está tudo bem?
Por favor, responda-me! ou ficarei louco, mais do que ligeiramente já estou.
Ou, simplesmente sobreviva, seja forte e deixe-me saber disso. Eu ficarei aqui.
Eu só preciso de algo que faça sentido.
Maryanne...
Mesmo eu estando embaixo dos escombros do meu lar, porque tu és tão inevitável para mim?

                                                                                                                                     Ass: Frederico.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Está frio.
O dia nublado, estou com medo desse momento, pois sabia que este sentimento viria, sabia que você viria. E se eu fosse em direção do vento, eu saberia de có. E a vida inteira, eu cantaria essa trilha sonora.
Estou sentindo a manhã de um quarto escuro. A madrugada parou de existir, não há quentura e tremor no peito, não há clima ou euforia.
Estou só.
Hoje sou eu e o céu. Não há mais o te conhecer e eu não quero apertar a areia, não quero ouvir o vento.
Eu quero as tuas palavras de calma.
Porque
Hoje não há bom dia,
Há respirar...
Não há madrugada
Há respirar...
E não há mais você em você.


sábado, 16 de agosto de 2014

Aos dois anos

Velho, abra a porta.
Eu prezo para não ser um velho desgarrado da vida que nem o senhor, mas vim tomar uma cachaça na sua companhia.

(velho) hahaha entre, filha. Seja bem vinda.

Nessa noite, achei engraçado para onde o vento anda direcionado, e acredite se quiser, não é ironia. Nessa noite, lembrei-me das músicas que aquela guria escutava quando nos conhecemos e sempre vinha aquelas mensagens: MUSIC IT WILL SET YOU FREE, LET IT SET YOU FREE... aquilo era marca registrada dela no meu celular nas primeiras semanas.

(velho) haha, isso é bom.

Hoje irei viajar, lhe contei? Não? Então, vou viajar. E parece ser tão legal, tão ensolarado. Mas eu não gosto disso. Lembro-me que há um ano eu fui para outro lugar, eu fechei os olhos e fui, sem medo. Lembro- me que quando pisei pela primeira vez em fortaleza, eu não tinha medo, e a única coisa que me fazia medo, era chegar aos olhos dela, mas também era a única coisa que me fazia andar. É verdade. Foram definitivamente uns dos dias mais felizes da minha vida. Senti meu peito explodir ali mesmo quando desci do ônibus. Passe-me mais uma dose de cachaça certeira, velho.

(velho) Tome. E o que sua alma diria a ela, agora?

Ah... Diria que sinto muito. Isso faz tanto tempo. Eu não consigo me desprender disso, e eu diria isso a ela olhando nos olhos. Diria que o que ela construiu comigo fora, incondicionalmente inefável. Mesmo que seja passado, eu não preciso me desprender disso. Amizade nunca foi esse tipo de amor pra mim, e ela é minha melhor amiga. Ah velho, queria tanto dizer a ela que os erros só aconteceram.

(velho) Vamos, fale mais, ela está lendo, ela está aqui.

Eu diria a ela, velho... que por mais que hoje estejamos em um tempo indeterminado, isso não acabará com as minhas bobagens que ela adora e nem as bobagens dela que eu adoro. Isso não acabará com o meu amor à literatura nem o amor dela por desenhar, isso não me fará parar de pensar se ela está bem ou não, isso não vai me impedir de escutar Vampires on tomato juice e nem ela, isso não me fará deixar de ser o que sou ou ir embora e nem ela, e que pelo amor dos Céus, que nunca mais eu seja o infortúnio que fui. Eu quero dizer que eu estou muito, muito, muito orgulhosa pelo relógio de bolso e que eu vi o IIII. Eu o vi e chorei. Sim, eu chorei, e quis abraçá-la pelo esforço, pela criatividade e pelas noites perdidas.
Porque, eu sou assim, Nhown. E eu sempre vou ser assim. Exagerada e cheia de bobagens. Muito obrigada por tudo, e mais um pouco, por ainda estar aqui.

(Velho) Não chore e muito bem.

“We are the vampires on tomato juice.”

Aos 24 meses.
{Y.S}

segunda-feira, 23 de junho de 2014

E então, naquela noite silenciosa eu fui até você,
Eu senti o teu cheiro de perto,
Eu senti todo aquele amor que se fora
Eu te senti depois de meses..

Eu cheguei ao teu ouvido e sussurrei
"eu desisto... de tudo que ainda posso desistir"
Mas ao envés disso, eu disse que te amava como todas as noites.

Por favor, não..

domingo, 15 de junho de 2014

Extra-ordinários domingos

É exatamente assim.

Por malditos longos meses, o domingo tem a mania de estar mudando de humor o tempo todo, o que obriga-me a respirar fundo três vezes em mais ou menos de quatro em quatro horas. Isso começou a me incomodar muito.

De manhã acordo, fumo ópio, estou extremamente bem, penso que ficarei assim até a noite. Logo após o pequeno lanche da tarde, tento fechar os olhos e dormir. O corpo descansa, a mente continua pensando, isso me entristece. Faz-me querer delirar ou escutar uma boa música com violinos ou fumar ópio novamente.

Ah, e quando chega a noite, chuvosa como está hoje. Que por intermináveis horas pensei em estar bem, respirei fundo por quase 600 vezes, só que as memórias me matam, os pensamentos me fragilizam. Estou triste porque neste domingo estou independente. Um amigo encontrou outro caminho e não me disse adeus. Outra amiga prefere 8 ou 80, e ela sempre escolhe o 80.

E por um momento quero chorar, me machucar e ir embora. Mas eu não posso. Preciso mudar antes de ir. Preciso me levantar antes de ir. Preciso crescer e ser independente sem chorar antes de ir, preciso fumar mais uma delirante e perfeita memória, encher os pulmões das tuas imagens, soprá-las e estas ecoarão, “você não é mais o mesmo. Você não existe mais.”

quinta-feira, 12 de junho de 2014

"Você não existe. E a noite é a mais bonita para nós dois."

domingo, 1 de junho de 2014

Apenas velho e bêbado

Hoje acordei inteiramente a ouvidos para Nirvana, e isso é engraçado depois de uns meses, mas não vem ao caso.

O mais engraçado foi um velho entrando no meu quarto ontem. Era tarde, e ele entrava cambaleando por aqui, com um copo na mão. E com ele, levava tudo de pesado que poderia existir num tempo curto demais. Eu explico...

Um tempo atrás, ele era um velho surtado que bebia, fumava e começou a se drogar irrefreavelmente, tudo isso para esquecer o acaso, fato infeliz de ter se apaixonado por uma menina de olhos bonitos com metade da sua idade.

Ah, o velho enlouqueceu, claro. E tamanho de meia idade, ainda vomitava na frente da velha taberna que ia raramente. De vez em quando, eu perguntava ao velho que diabos ele fazia no meu quarto, mas ele nunca respondia e continuava a falar. O cara estava contando uma baita história. Dizia que era normal ele acordar com raiva da vida todas as manhãs, quando ia ao comércio escutando o falecido Kurt Cobain, e o pensamento dele sempre nos olhos bonitos, que por sua vez vivia as noites em claro tentando ser feliz, e era justo nessas noites em claro, que o velho fazia questão de morrer de novo e de novo. Tomou um gole da cachaça de jambú.

"Um dia desses, eu estava sentado no chão, suado depois de fazer alguns exercícios.” Contava ele. “Estava lagrimando, não chorava mais fazia dois dias.” Estava escutando Boa parte de mim vai embora. “Eu estava burro, talvez fosse a idade e não os olhos bonitos. Encontrava-me todos os dias no mesmo horário, morrendo de amor, sabe? O amor é um cão dos diabos como um outro velhote bêbado afirmou.” Talvez eu estivesse encantado, agora.
“Jovem, eu morri hoje de manhã cedo, estava escutando nirvana novamente, mas eu não surtava mais, não chorava mais e foi bem aí que percebi que o que me sustentava o tempo todo era a loucura e a aceitação de que os olhos bonitos eu nunca vira. Eles nunca existiram. Não, não existiram.” Tomei um choque e ele, outra dose de cachaça.
“É simples, um velho que nunca amou e deseja encontrar-se com a morte, entra em surto, se embriaga, se droga e sofre por um amor impossível ilusório, claro que enlouquece e morre. Tenho uma coisa a lhe dizer, beba porque é divino e ficar chapado é lindo. Faça isso quantas vezes puder e no limite certo, jamais para perder-se de vista. Acredite que o tempo que estive aqui embebedando-me, percebi que cachaça de jambú é dos deuses e tu és único. Tu sabes amar e eu não aprendi. Então, não julgue-se como louco por chorar quase todas as noites. Louco, meu filho, sou eu e não você.”

E então o velho deu duas tapinhas no meu ombro. Tomou toda a cachaça e saiu do quarto. E não volta faz mais de dez horas, e acho que não volta nunca mais.

domingo, 18 de maio de 2014

Querido diário virtual

É engraçado, mas preciso dizer o que se passou num sábado "qualquer".

Nesse sábado, eu acordei com um monte de mensagens, desde então, tentei manter a calma e estava mais do que certa que faria aquele sábado ser normal como todos os outros. Fui ao shopping, comi comida nova, comprei umas calças, e essas coisas. O normal.

Ao decorrer do dia, tentei dormir. Consegui o que é raro num dia de sábado. Acordei, fui para o chuveiro, cantei Vampires on tomato juice, e continuei a receber mensagens, até que elas pararam. Ok, podemos superar isso, quando essa pessoa falar de novo, será depois e ela vai estar comigo- disse a mim mesma.

Sai de casa, do jeito mais sóbrio possível das minhas loucuras e paranoias. Fui de moto. Ao longo do caminho, com aquele vento por demais forte no meu rosto, tudo mudou, olhando o mais lindo céu que vi até hoje, percebi que aquele não era um sábado normal, eu não estava calmo, eu não andava de moto, eu não dormia, eu não comia comida nova, eu não comprava calças, eu não gritava vampires assim fazia tempos e não recebia mensagens dizendo "Estou em Brasília, já entrei no avião". Aquele sábado definitivamente não era normal.

AQUELE SÁBADO ESTAVA INSANO.

Passei cerca de uma hora dentro do aeroporto.

Fiquei só, até que eu queria me esconder, queria ir embora, e eu estava louca. Eu iria lhe entregar uma carta, e um abraço. Ah, eu poderia lidar com isso. Mas até hoje eu não sei como não desmaiei no meio de toda aquela gente de malas pra lá e pra cá.

Exatamente neste horário, que me encontro hoje escrevendo isso, há um ano, uma guria de cabelo meio azul desembarcava no aeroporto de Belém. E fora, definitivamente, um dos melhores dias da minha vida. Porque? Porque não só foi um desembarque. Há um ano, neste exato momento, eu estava olhando nos olhos de quem me acolheu por longos nove meses até aquele dia, que decidiu dar-me de presente a amizade, o aconchego, e o amor incondicional. Aquele, caro leitor, foi o melhor abraço que recebi em anos. O nosso primeiro abraço. Aquilo, meu caro, foi o melhor presente que ela me deu. E se ela ler isto, que saiba que sou grata por ela estar aqui até hoje, do mesmo jeito, e meiga do jeito que sempre foi, mudando apenas a cor do cabelo.

Y.S.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

BUKOWSKI

Ele deu um soco em meu rosto quando eu estava olhando distraída pro nada, quase pensando em asneiras. Sou frouxa e parasita, porque sou egoísta e endeuso minha derrota nas palavras.


"Acho que você tem que enfiar a cara na lama, de vez em quando, acho que você tem que saber o que é uma prisão, o que é um hospital. Acho que você tem que saber o que é ficar sem comer por quatro ou cinco dias. Acho que viver com mulheres loucas faz bem para a espinha. Acho que você pode escrever com satisfação e liberdade depois de passar pelo aperto. Só digo isso porque todos os poetas que conheci têm sido uns frouxos, uns parasitas. Não tinham nada pra escrever, exceto sua egoísta falta de persistência."

BUKOWSKI

sábado, 26 de abril de 2014

Esse fim de semana é a prova viva de que até o coração já se acostumou.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Definitivamente quero estar longe daqui por um tempo,
Daqui, daí
De mim.

domingo, 20 de abril de 2014

Querido diário virtual

Talvez eu tenha que confessar de vez em quando que do dia para a noite eu viva cem ou mais vidas além da minha. Bom, talvez eu faça isso pra poder não visualizar a realidade do jeito que ela se mostra, talvez, eu faça isso para o tapa não doer tanto. Mas, chegam domingos assim, tão friamente cegos, fazem-me perceber que por mais que eu tente evitar a realidade, eu não posso fugir dela.

Veja, eu consigo distraí-la, consigo amansá-la, mas quando ela chega perto demais, eu me distraio e quero fugir. Ela me parece tão grande e assustadora.

Daí nesses domingos, raros e cansativos... Vejo-me naquelas manhãs de anos passados. Não, eu não estava feliz, não tinha planos, nada. Mas, de certo modo, não pensar em realidade, presente ou futuro, me fazia bem. O que agora, pensar em tudo tornou-se um inferno aos domingos, gostaria que ela entendesse que expressei bem mais do que realmente senti e gostaria que me perdoasse por essa babaquice.

A realidade é um monstro, mas como o passado, eu só preciso lidar com isso e estou me esforçando pra isso. Só que o grande obstáculo é: talvez eu tenha mudado..
Ou talvez não. Talvez eu tenha me escondido para não ver o mundo mudar. Ou eu tenha adormecido no sofá e acordado por não ser mais quem eu era, e ao perceber isso... Eu me perdi...

De vez em quando eu abro os olhos, e me sinto naquelas manhãs, naqueles dias, nos dias que a conheci. De vez em quando eu me entrego àqueles dias, mas não é que eu viva no passado, é o simples fato é que aquela garota conseguia definir a alma com coisas simples e aquela garota era eu e eu necessito confessar que sinto imensas saudades de mim.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Querido diário virtual

Finalmente essa música fez sentido.

"Nessa cidade tem uma rua,
Que eu não ouso mais passar.
Nessa cidade tem uma rosa,
De pálida agonia á me esperar.

Nessa cidade tem uma casa,
Que eu não posso mais entrar.
Nessa cidade tem outra casa,
Cheia de flores pra você.

E Eu não vou mais estar do teu lado.
Mesmo assim, sempre eu vou te amar.
E essas coisas do teu namorado,
Em silêncio, hoje eu vou falar
É uma necessidade.

E não vem me dizer que é errado,
Você sabe o que aconteceu.
Boa parte de mim vai embora,
A sua parte que hoje sou eu."

Nessa cidade- Vanguart.

domingo, 13 de abril de 2014

Carta ao autor

Ei... Lembra daquela garota que acordava bem, olhava pro céu azul e deixava aquele vento com cheiro de folhas secas levar tudo?
Costumava respirar e sorrir com isso.
Lembra dela? A que gostava de por o pé no quente do sol da manhã, e dizer pra um anjo o quanto aquilo era bom?
Lembra de que a presença dela era a calma, a alma era aberta, os olhos eram brilhantes?
Lembra do coração bom dela?
Lembra que mesmo caindo, ela costumava lidar pelo menos um pouco com isso?
Essa garota pintou o céu das 6 horas da manhã. E foi a melhor arte.
Ela amou um anjo. Ela não só amou, mas fez ele sorrir, e apreciar a presença dela como paz. E daí tirou os maiores e incondicionais sentimentos de amizade que alguém poderia ter. Ela cuidou,ela viveu e abraçou isso.
De certa forma, o mundo dela foi virando do avesso.
Ela adormeceu.

E de repente veio você.
Suas cores são pesadas, seu coração é impulsivo e seus olhos são dormentes. Você se jogou na lama, surtou. Você estragou tudo.
Sua presença gera indiferença, seu clima é desgastante, só há euforia, e vários "que se dane" fora de hora. Qual é o teu problema?
Não diga.

Por favor..
Traga-a de volta. Traga a paz de volta.
E assim que encontrá-la, diga que o mundo aqui fora não é o mesmo. Diga a ela que o anjo encontrou uma asa, mas apesar das cores pesadas, ele ainda não saiu do lado dela.
Eu imploro para que tire do bolso todo aquele céu e devolva a ela. Aquele céu,meu caro, costumava ser a coisa mais preciosa daquela garota.

Vá embora, e sonhe em nunca mais voltar.
Você é um paraíso perdido.

sábado, 29 de março de 2014

Texto escondido.

O desconfortável
te atinge...
E me proporciona a forca.

Dos teus sorrisos,
Puros, como da primeira vez,
Soltei lágrimas,
De infidelidade ao meu peito.

Estive traindo as estações do ano,
Meu corpo esteve no inverno o tempo todo,
Enquanto o teu ardia nas outras estações,
Ele sorria, longe do meu.

O tempo que prometemos..
Estamos dentro dele, pela primeira vez,
Sem mencionar..

Repito,
Soltei lágrimas,
De infidelidade ao meu peito...
Que do pranto da saudade me tire das tuas mãos,
Porque me dói...
Nunca será culpa tua

A tua mão só acompanhava a minha.

A jornada de palavras ou lágrimas cessou,
Por tuas costas arderão sem pena de mim.
Sem pena de nós...

Eu sei que será assim daqui por diante..
Que ele seja tudo,
Teu sorriso, teu abraço,
Teu beijo, teu amor...
Teu amigo.

Do meu peito, te desejo a felicidade,
Eu sou teu anjo, agora distante,
Vai ser feliz, vai
Continua voando.

domingo, 16 de março de 2014

Éramos três estrelas. Uma amarela, uma vermelha e uma cinza.

A vermelha olha para infinito, em paz. Acho que está sorrindo apaixonada, sorrindo para qualquer coisa. É engraçado olhá-la tão boba, ao mesmo tempo, confortável. A amarela encontra-se bêbada diante das lágrimas escondidas de seu rosto enrugado, é provável que o cheiro venha da maldita fuga da realidade que a cerca.
Eu sou a estrela cinza, a que lembra das palavras finais olhando pela janela. Ao mesmo tempo, invento de enxergar além do céu, vejo os olhos, vejo a lua que tanto fez-me brilhar, faz-me agora piscar e querer sumir, para não brilhar neste céu, o teu céu, porque enquanto busco o nada, o medo é maior de desaparecer no caminho de volta a sanidade.

A estrela vermelha era o infinito, a amarela a perdição e a cinza era de lugar nenhum...

Encontro-me diante da viagem por entre os céus, no momento, não há cansaço, apesar de estar fazendo tudo exatamente igual ao dia anterior.



In your heart, forsaken me.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Querido diário virtual

Estou lendo como se não houvesse amanhã. O tempo passa, eu me perco e as vezes volto.
Não entendo direito o que está acontecendo, mas minha vida saiu dos meus olhos, escorreu pelo rosto, e parece estar por cada página, acabo esquecendo o real, o que acalma tudo que estremece.
Já sentiu isso?
É exatamente como estou me sentindo ultimamente.

segunda-feira, 3 de março de 2014

"O que foi escondido é o que se escondeu e o que foi prometido, ninguém prometeu, nem foi tempo perdido.
Somos tão jovens..."


Lembra quando ela me disse que era diferente?
Eu aceitei.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

"Tardei, tardei, tardei
Que na vinda eu quis,
Pela primeira vez...
Nunca mais partir e esperar você ..

O meu lugar.. Onde está?"

Rodrigo Amarante.

Querido diário virtual

Porque hoje, quando sai na chuva às 5:45 da manhã, eu não tive medo. Foi como um dia normal,só não tive medo.
Medo eu tive quando olhei pela janela e não encontrei a paz das 6 horas.
Medo eu tive quando olhei pela janela, naquela chuva, e encontrei um pouco de tudo embaçado demais.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Escute com atenção, meu caro. A vantagem de já estar na segunda chance, te dá o bloqueio necessário para não cometer os mesmos erros. Se persistir em errar, estás me dando a essa hora e nesta noite o diploma de garoto estúpido. Aceita logo, aceita logo o teu direito de aceitar. Porque agora, não és tu que vai gritar baixinho no travesseiro, não és tu que vai exigir algo e nem sequer soltar uma mera lágrima. Aceite o tempo, aceite os acontecimentos. Só nunca mais aceite ser burro para suas próprias palavras.

T.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Querido diário virtual

Eu tive um sonho..
Antes desse sonho, nunca me vi tão sujo e largado na lama das memórias. Estive rastejando até o último momento, até não aguentar mais, e no meio da lama toda, tudo sangrava, tudo estava engasgado, tudo estava virado, estava cinza, estava errado e infeliz.
Eu me encontrei num ninho de surto sob os cabelos dela.

É engraçado como eu voltava para casa olhando pela janela, não me importando se pegava chuva, mas sabia, sim, eu sabia que iria surtar, sabia que iria chorar, aquilo já era programado.

A lama chegou a boca, engasgou, sufocou! NÃO NOS AGUENTAMOS MAIS.

E o sonho, sentou-se na minha cama, enquanto eu ainda falava com ela,chegou mais perto. Primeiro quis mostrar-me a palavra na telinha no telemóvel, "DUMB". Não liguei, até que o telemóvel desligou e ele começou a falar mais inconformado que eu.
"VOCÊ É BURRO. ESTÚPIDO. COMO PODE? COMO DEIXOU-SE CHEGAR EM LAMA? COMO PERDEU-SE DELA?" Até que ele baixou o tom de voz... "Se deixá-la ir, preste atenção nestas palavras, você nunca mais a terá de volta." Comecei a ouvir atentamente. "Se deixá-la ir, sinta-se culpado por tudo, tudo é culpa sua. Sua culpa! você quis surtar. Você quis tudo isso. Então desfaça a merda, e corra atrás dela e traga-a de volta. Se vocês deram mais um passo... Vocês se perderão."
O sonho se calou, mostrou-me o nosso inicio, nosso meio, e nosso suposto fim. Tudo isso por meras 2 horas e meia.

Acho que nunca acordei tão atordoado, e atrasado... Tão triste e desolado. Tomei banho, vesti minhas roupas, e corri. Ao mesmo tempo mandei uma mensagem, não pensando em mais nada.

Se esse cara dos sonhos existe, eu diria a ele que lhe devo metade do meu coração. Se ele existe, devo dizer que estou disposto e aceito melhorar. Se esse cara existe, digo-lhe que tudo será diferente por debaixo daquele cabelo meio azulado.


Cara dos sonhos, obrigado.

"Eu não vou te perder pra mim mesmo. Tu és tudo e eu sou metade. Tu és o meu anjo e eu sou o teu corvo. E é isso.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Música anti-surto -

Go with the flow - Queens of the stone age.


Faltam-me palavras.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Porque?
Porque eu sinto que a ânsia de choro de todos os dias
pela única ausência que me importo,
vai continuar por mais longos dias.

"Eu não existo"

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Se for pedir muito, eu desejo voltar ao normal.

domingo, 12 de janeiro de 2014

As vezes, vejo-me aqui perdido
Sem inúmeros sentimentos
Estou neutro, na pele de um escritor
Que nada sabe.

Está nublado, tive pesadelos
Está silêncio e é aniversário da cidade.
Em um domingo qualquer,
Estou aqui, louco e vazio.

Mergulhado na própria ânsia,
No pensamento,
Só assim, consigo refletir.. E só assim

Morto, debruçado, confuso
Coberto, com frio,
Sem entrelinhas, sem nada, sem luz,
Sem calor, sem emoções,
Sem a literatura certa, sem inspirações,
Sem ti, sem mim, sem nós.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O mais confuso Hoje.

Aquele momento em que tu sentes que, hoje, só hoje, tudo foge das mãos.
Que tudo se encontra mais distante do que deveria estar
Tu estica as mãos e não alcanças
Tu olhas para ela, e ela precisa ir por hoje ...
E tu olhas ela ir por um dia
E assistes a isso sem morrer.

Tenta entender que isso acontece
Isso sempre acontece
E teus atos,
Ah, teus decadentes atos de acordar de madrugada
Tremendo de amor
Tremendo de frio
Com aquela ânsia
Aquela falta que nenhum outro ser humano é capaz de descrever
Aquela dor na boca do estomago, com medo, doída,
Tu tivestes a chance de segurá-la com carinho
deixou-a escapar pelos dedos,
é exatamente isso o que acontece de madrugada...

Por favor, não force nada,
Não se desespere
Não chore
Não grite
Não tenha medo,
Aceite. Tem que aceitar
Que por mais clichê que isso seja,
O que tem de ficar, vai ficar, e vai ficar ali sempre.
Basta abrir os olhos.

Tu, Tu, Tu, Tu, Ela, ela, mas.. Ela...

Controle-se, abra um livro, esqueça de pensar, lembre-se de viver, viva outra vida, entre em outro mundo, esqueça o seu mundo por uma hora, fuja, abrace a imaginação, beije o vulgar, sinta-se leve, feche o livro, passou-se 3 horas, não esqueça de respirar, feche os olhos, recolha o seu mundo, junte-se ao meu mundo, chegue perto, estique a mão, lembre-se dela, estique só mais um pouco, abra os olhos... Vê? Ela nunca foi embora... Você foi e esqueceu de como voltar.

sábado, 4 de janeiro de 2014

4 de janeiro.

Apesar de ter durado tão pouco tempo aquilo tudo, são vagas lembranças. Eu não tenho dúvidas do que senti, apesar de estar inseguro também. Se houve algo, se eu senti, ainda não entendo porque me sinto “um pouco triste” de vez em quando, sabe, de vez em quando.
Teve um tempo no começo, que ela dizia que era tudo muito sensível dentro de mim, e que ela tinha medo de certas coisas, eu lembro. Ela sempre me dizia para não me aproximar quando estivesse assim, mas em um dia desses, ela me perguntou como foi o meu dia sem ela. E eu só pensava em olhar nos olhos esverdeados dela em algumas noites, mesmo sabendo que seria impossível. Eu só queria conhecer músicas novas, escutar músicas conhecidas e mostrar todas a ela, tudo quando a gente se conheceu.
Ela gostava das minhas músicas, eu gostava das músicas dela e ela gostava de estar comigo, eu sei. Ela agradeceu pela bela música que eu mostrei, e agora sou viciada na banda. Mas quando ela disse que passaria uma madrugada toda pensando em mim, eu sonhei com ela e não foi ilusão. Eu quis segurar a mão dela, em certos momentos. Quando ela disse que eu não deveria me apegar, eu só pensava em levá-la para comer pizza, mesmo ela estando dentro daquela dieta infinita, não sei se até hoje.
Creio que a maior agonia do ser humano é ter algo arrancado dentro do peito sem permissão, e esse algo simplesmente sumir sem dar noticias. Isso é agonizante, mais agonizante é saber que ela mesma se arrancou de mim. Não, eu não me apaixonei, e eu também tive medo. Ela disse para eu seguir, mas eu queria que ela soubesse que eu não quero esquecer que não foi insignificante, eu não vou apagar fotos obrigadas, não vou apagar conversas, nem áudios, nem arrancar páginas disso, mesmo que ela implore. Ela pode me esquecer. E eu quero lembrar, e não vou morrer por isso.
Eu não sei se haverão mais palavras sobre o que houve comigo e com ela e é provável que não. Talvez essas sejam as últimas, e se ela ler, vai vibrar porque foram as últimas, vai fechar a página e continuar com a vida. Eu entendo. Eu aceito. Só quero que ela seja feliz, pare de ser insegura e escove os dentes e o aparelho toda noite, para que o chiclete não atrapalhe e grude. Quero que ela pare de culpar a camisa do Nirvana. Quero que ela tenha passado um natal bom, um final de ano olhando os fogos de artifício. Quero que ela tenha se dado bem no teste de matemática naquela segunda- feira. Quero que ela saiba que ela pode voltar se quiser... E se ela nunca mais voltar, quero que tenha uma vida maravilhosa.
Ah... E a propósito... Feliz dia 4 de janeiro.