domingo, 29 de dezembro de 2013

E esse belo e curioso gosto musical.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Talvez a noite tenha se passado ao som de Pretty Reckless,
Talvez eu esteja tão só e não percebo
Mas isso nunca machucou
E não machucará

Ontem a noite
só uma pontada de agulha no lado esquerdo
quando tomava uma das doses
de lembrança da garrafa verde

Mas no fundo, estou mais do que grato
por não nos fingirmos de morto.


"missyou"


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Natal não deixa de ser vazio como um copo descartável.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Remédio das nove horas.

“Em caso de tropeço, escute uma boa música. A preferência do volume é “quase” no máximo, porque no ponto máximo te causará fúria. Deite no chão e feche os olhos. Não pense em nada, não pense em pessoas, não pense no passado, não pense no presente e jogue o futuro fora. Respire fundo, uma, duas, três, quantas vezes forem necessárias para o tremor do corpo cessar e voltar ao equilíbrio normal. Respire mais uma vez, sinta-se livre para sentir o leve tremor de sentimento podre não fazendo mais efeito. Respire uma última vez para a lágrima voltar para a origem e não esqueça que essa mesma lágrima não será permitida cair. Lembre-se que assim que dormir, tudo de morto e podre te renovará, e um novo sol nascerá de manhã, e tu olharás para ele, sentirá o calor e o vento no rosto pela janela, e lembrará que o que aconteceu agora, foi só fruto da tua recuperação em andamento quase bem sucedida.”

Frederico.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dia 10 de dezembro.

Hoje é um dia normal como qualquer outro. As únicas diferenças é que há 8 anos nasceu o cara mais esperto e inteligente que já conheci, bom, esperto um pouco menos, mas inteligente, ele supera todos os recordes. A outra diferença é que há 22 anos atrás nasceu uma guria, toda com cara de bolacha e tímida, toda determinada e linda.

Essas são as duas únicas diferenças. Mas, são duas diferenças quase que explosivas no dia de hoje. Um se identifica com fantasias, músicas que a tia doida coloca, ou com um banana. Parece mais um minion quase explodindo todo santo dia. Outra se identifica com músicas expressivas, coisas intelectuais, Metallica, com leitura e é, talvez, uma Florbela em bons dias.

O que quero dizer, é que os dois são tão diferentes, tão distantes em idade, tão distantes de vida, mas tão parecidos quando se trata do carinho imenso que despertam nas pessoas. Quero dizer que eles são parecidos em termos de companheirismo, e sinceridade. Um quando peço um abraço, não é só um abraço, é quase ser esmagada por um urso. Outro já me deu tantos fortes abraços que não consigo contar. Quando um estava fazendo 1 ano de idade, a outra estava sendo minha melhor amiga, em um tempo que hoje parece estar bem aqui, em 2006 ganhei uma ”maninha” por longas datas.

E se eu fosse contar quantas brigas eu tenho com um e não tenho com outro. Com ele, brigo todo dia, berro todo dia, e se nossas brigas fossem no mínimo como ele imagina, ele teria um omnitrix, se transformava em macaco-aranha, e vinha pra cima de mim. Somos minions todo dia, e eu o amo todos os dias porque partilhamos de nossas loucuras.

E com a outra, eu não tenho brigas, não falo todo dia. E sei que tá presente todos os dias no facebook, sei que em outros dias vamos “engordar” por aí. Sei que vamos nos convidar, sei que ela me ama, e isso basta. Eu também te amo.

Por favor, estamos falando de Sagitarianos aqui. São bons, generosos, bem humorados e otimistas (preguiçosos e dorminhocos). Estamos falando do meu sobrinho e da minha cunhada. Estamos falando de Flávia e de João Ricardo, dois seres que são absurdamente importantes na vida de muita gente.

Feliz dia 10 de dezembro.
Eu amo vocês.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Goodbye little fucking monster.

"Vou ser breve.

Gostaria de dizer que tudo aquilo acabou. Dizer que entrei em mundo de ópio não porque estive com raiva e decadente, mas estive em meio de ópio por estar me divertindo, como se fosse a primeira vez.

Gostaria de dizer que estive bem em saber que estavas se divertindo e sorrindo, e entendi que não era comigo. Dizer que estou levantando e não rastejando.

Gostaria de dizer que acordei com estas palavras na cabeça. Dizer que me sinto grata, dizer que estou aqui, forte pro que der e vier, para ficar do teu lado, só que não mais quebrada, não mais querendo me anestesiar, nem estar longe.

Gostaria que tu soubesses, que apesar de domingo passado ser o mais pesado e o mais real de todos, notei que quebrei tudo o que tinha para ser quebrado, e acabei notando a tua vinda. Tua vinda até mim apesar de tudo. Apesar de eu estar destroçada, ter desejado me afastar, tu segurou minha mão e não me deixou ir, como o autêntico anjo que conheci. Dando-me bom dia todo dia. Falando comigo. Ficando comigo. Como o pilar que me mantém vivo.

Gostaria de dizer, que notar isso tudo foi como recuperar tudo de bom que tinha em mim. Como se eu tivesse voltado a um ano atrás e tivesse te conhecido de novo.
Escutar tua voz sempre é bom. Imaginar estar contigo é feliz sempre.

E a ultima coisa que gostaria que tu soubesses é que sempre vou te amar. Como sempre amei. Independente de tudo.

E não tenho crédito nem para te dar bom dia amanhã de manhã. Mas provavelmente vou estar pensando em ti quando acordar."

sábado, 7 de dezembro de 2013

Insensibilidade, porque você entrou aqui?
A porta não estava aberta.
Você entrou e me abraçou,
Foi legal e eu me acolhi

De repente tua ida parece culpa minha
Tuas frases se foram,
Restaram meras palavras
Você não se importa.

Tua paciência esgotou
Tuas palavras parecem agulhas
E seu “se importar” está distante.

Eu não te amo
Eu não te quero
Eu nunca quis direito isso tudo

Mas eu quis estar aqui,
Te esperando no começo
Sorrindo..

Terminando frustrada,
Escutando música,
Com nem metade de UMA lágrima no olho.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Querido diário virtual

É engraçado como tudo (quase) sempre termina em tragédia grega. Sim, terminou uma luta infinita contra um tal “anão”mais forte do que qualquer coisa que já enfrentei. Há poucas horas, recebi a noticia de que tudo o que havia para acabar, acabou. E acabou bem assim, arrancando tudo que havia para arrancar de um dolorido e cansado coração em recuperação.

Há poucas horas, eu quis morrer como um solitário rapaz do mal do século. Se morresse não me importaria, por mais egoísta que seja, há noticias que quebram as suas pernas em mais de mil pedaços, e precisamos de um tempo indeterminado para consertá-las. Eu só era um rapaz desolado em posição fetal na cama, depois de pensar que passei por cada fase de tortura psicológica, e sobrevivi. Eu sobrevivi ao último dia e era apenas meia noite do segundo dia de Dezembro.

Em todos os meus casos drogados, sempre fora um romance, vivido do drama, mas era só isso. Esquecido, xingado, odiado no final após três míseros dias. O que eu enfrentei fora um gigante chorão, que deixou-me sem saída e minha espada estava perdida em um beco escuro que era impossível encontrar, então tentei fugir de todos os modos, mas ele me segurou forte e se apossou de mim durante vários dias até que eu parasse de lutar, e eu gostei e me aproveitei sorrindo provando do sangue mais amargo.

Mas eu só quero perder a lucidez, pra não me importar mais, para não esperar mais. Porque só eu, um louco exagerado, posso me salvar das minhas obsessões e pensamentos. Estou embriagado jogado no chão tendo certeza que só agora vai ficar tudo bem, que não vou embora e que não destruirei um pilar, mas sabendo que parte de mim foi arrancada e que isso tudo foi culpa minha.

EU QUIS CHORAR, EU QUIS ME ENTREGAR, EU QUIS AMAR, EU QUIS MORRER, EU QUIS ABRAÇAR O GIGANTE CHORÃO, EU QUIS PERDER PRO PODEROSO ANÃO.

É simples.

"I will never bother you
I will never promise too
I will never follow you
I will never bother you
Never speak a word again
I will crawl away for good"

domingo, 17 de novembro de 2013

Priceless Advice

O rapaz triste de casaco xadrez está sentado na cadeira de balanço, quase querendo voar. Percebe que o importante é saber as diferenças entre sentimentos, incondicionais e fortes. E por mais indignado que esteja ele sabe a diferença numa fração de segundos. Percebe que um sentimento é tão completamente podre e ruim, que até hoje, nunca trouxe um sorriso bonito no rosto, este sentimento é a doença da alma, este deve ser estuprado e morto. Percebe que o outro sentimento é tão inteiramente puro e contagioso, que de todos os minutos infinitos trouxeram a ele uma paz tão completa, uma harmonia de mundos que só dentro deste ser poderia explodir e formar o mais formidável pilar, este deve permanecer intocável independente de tudo.

Mas os dois sentimentos continuam andando de mãos dadas pela ultima lágrima que transborda. E o rapaz explode e quer gritar, mas ele agradece o teu inestimável conselho: Esquecer.

Ps:. Imagem por Yngrid Soares.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Querido diário virtual

O momento da ruína, das lembranças. O momento de percepção e são quase 3 da manhã, sinto-me numa infinidade vazia, num buraco sem fim, e isso não vai acabar até eu colocar os pés no chão.

Quis terminar te contando o meu dia, pra gente rir das histórias que escutei, de momentos como o “café da tarde”, como o filme legal que assisti e como eu vi a manhã quase tão vazia quanto intervalos do dia sozinha, quis te contar os meus pensamentos, quis te contar como eu estou apaixonada pela leitura e pela música de um rapaz louco, quis desabafar não sentindo o conforto da tua companhia, quis me entregar a ti como se fosse a ultima pessoa que veria na vida, assim como eu fazia quando te dava boa noite.

O que pretendo dizer, é que são 3 da manhã e vou perdendo o sono. Acabei de terminar o dia com boas risadas e nostalgia, passei momentos lindos com a pessoa que tem a minha alma por inteiro, logo depois, com outras pessoas que tem, de longe, um terço de mim. Acabei, erroneamente tentando colocar outra pessoa para escutar minhas histórias, parei no meio, morri no caminho de volta e percebi que esse é teu lugar, e de mais ninguém. Percebi que teu lugar é, realmente, único. E cuidarei dele até que tudo fique bem.

Nesse momento queria te encontrar, passar a mão no teu cabelo branco bagunçado de irmã mais nova, sorrir um pouco e dizer que sinto a tua falta, mas não quero que saibas disso.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

E agora, meu querido diário virtual, sinto-me novamente dentro de um ônibus voltando para casa numa terça feira a tarde, chorando mais do que tudo por dentro, perguntando-me como vou sobreviver.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os sussurros agonizantes diante da sombra da alma amadora. Tudo que parece estar aqui é vazio, é tudo e nada ao mesmo tempo, é o paradoxo, o absurdo, o bondoso, o amigo, a vergonha, o não dever, o sujo, a mudança, a despedida. Tudo que preciso dizer é tão rápido, tão simples diante dos olhos, e tão dolorosamente complicado. Porque eu consigo ouvi-la ali do outro lado, tão intensamente ligada à perdição do grito. Tão calma, esperando por mim. E a imagem que crio, diante desta trilha, sou eu te abraçando tão apertado, machucando a tua pele, passando pelos meus dedos toda a agonia de não te ter por perto. A imagem que crio, é de ti olhando nos meus olhos, dizendo-me que está tudo bem, e que tu estás aqui, sorrindo pra mim.
Esta é a trilha que acompanha a noite que fez da tua imagem como o único ombro que me vejo chorar, até ficar tudo bem. Mas hoje, apesar de tudo, te sinto tão mais longe.
Esta é a trilha que acompanha a noite de tropeços, que cria um ser e não ser na mente, que arrepia a espinha, que faz um nó na garganta, um apertar de olhos, um lagrimar despercebido, e grita mais do que tudo: EU ESTOU PERDIDO. 

sábado, 9 de novembro de 2013

Eu  fiquei te esperando ligar.
Mas aí o telefone não tocou, desisti de te esperar somente as 6 quando o céu apareceu, quando tentei dormir, mas eu rolei até as 7:20, quando finalmente alguém bateu na porta do quarto.. Mas eu percebi que tá uma manhã linda, e não pude ignorar. Levantei e preferi estar acordada até agora sem esperar nada.
São exatamente 8:20, estou escutando The gift, uma das músicas que sempre me faz lembrar do teu abraço na Segunda- feira quando vou ao trabalho de mal humor. Percebo que tudo que senti de madrugada já não era como antes, e sinto o sol nas pernas como uma despedida. Mas eu aceito lutar comigo todas as noites, se for preciso, para ficar tudo bem e ter de presente uma manhã tão bela por ter ganhado de mim mesmo. Deixei de te esperar, de verdade, as 6:40, quando me dei conta de que Kurt Cobain não iria cantar Dumb, do toque do meu celular.
Mas mesmo assim tá um pouco vazio, só um pouco..






domingo, 29 de setembro de 2013

Faltam-me palavras
Faltam-me inspirações, quer dizer... Não faltam-me inspirações, pois o coração está cheio, de fantasminhas, de pequenas coisas. Na verdade o que falta-me agora é, talvez, disposição. Admito que sinto preguiça de escrever minha vida. Mas felizmente, algo me parou neste começo de noite, chamou-me para a frente da tela cheia de histórias, começou a induzir-me à escrita. E aqui estou. Pensando que preciso escrever sobre isso, preciso lembrar isso, preciso pensar nisso de ano em ano. até que o coração esqueça. (Ele não esquecerá)
Como de costume, é domingo. Como de costume estou neutro diante de uma chuva. Como de costume estou pensando mais do que deveria, talvez para ferir, talvez para lembrar, para escutar a melodia do passado. Só que, com algo diferente. Não estou morrendo, não estou pensando em morrer, não estou pensando em machucar-me diante dos fantasminhas, não estou chorando, não estou lamentando, repetindo... não estou morrendo... E por pensar, sinto-me vivo. Estranho!
E num momento, quase devaneio...
Eu pensei nele, o que acontece de ano em ano, não estou pensando com as lágrimas, mas estou pensando que se nesta vida preguiçosa, alguma oportunidade desta alma chegasse perto de mim, simples e com poucas palavras, dissesse: "eu posso voltar?", creio que eu o abraçaria, e diria que sentir a sua falta nunca foi fácil.
 E num momento só meu...
Eu pensei nela, mas não pensando em "como seria se", não pensei nela daquele jeito. Pensei nos seis dias e eu quero, mais do que tudo, que ela seja feliz com o que a vida planejar, estou pensando hoje, em um Domingo, que no futuro, ela esteja comigo, de mãos dadas, sendo o meu anjo, roxo, azul, branco, seja de qualquer cor, como sempre foi. Bem assim como hoje.
Pergunto-me agora, se amadureci diante do Domingo. Se isto é somente algo que criei hoje. Será?
Mas estou saudoso, estou com o peito apertado, mas sentindo que dá sim, para sobreviver com essa saudade, dá para sobreviver vendo o tempo passar, dá pra viver sobrevivendo, sinto-me bem. Tão bem, talvez, por sentir-me tão estranho.

domingo, 8 de setembro de 2013

Autênticos domingos definem-se em entregar-se a melodias desconcertantes de almas, acordar cedo, encarar o céu de maneira bipolar, enxergar o mundo com desprezo mesmo sabendo que ele mesmo irá te salvar mais tarde, já abrir os olhos de peito apertado, não querer estar em nenhum lugar, sentir frio antes do tempo, é amar essa falta de vida, admirar o nublado, não falar nada e sentir tudo, querer saber o que o espelho real reflete, ser bom, ser mau, estar mal e do nada estar bem, sentir que isso é tudo passageiro, entregar-se ao escuro, entregar-se a posição fetal na cama, querer entregar-se a tudo que não deu atenção por tanto tempo, fechar os olhos e se sentir cair, pensar e ter a respiração pesada, sentir arrepios... É como não viver.
O mais espantoso desses momentos é ter certeza que isso tudo acontece e passa em questão de segundos.
  .

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

The Gift - Seether.

Hold me now I need to feel relief
Like I never wanted anything
I suppose I'll let this go and find a reason I'll hold on to
I'm so ashamed of defeat
And I'm out of reason to believe in me
I'm out of trying to get by

I'm so afraid of the gift you give me
I don't belong here and I'm not well
I'm so ashamed of the lie I'm living
Right on the wrong side of it all

I can't face myself when I wake up
And look inside a mirror
I'm so ashamed of that thing
I suppose I'll let it go
Untill I have something more to say for me
I'm so afraid of defeat
And I'm out of reason to believe in me
I'm out of trying to defy

I'm so afraid of the gift you give me
I don't belong here and I'm not well
I'm so ashamed of the lie I'm living
Right on the wrong side of it all

Hold me now I need to feel complete
Like I matter to the one I need

I'm so afraid of the gift you give me
I don't belong here and I'm not well
I'm so ashamed of the lie I'm living
Right on the wrong side of it all

Now I'm ashamed of this
I am so ashamed of this
Now I'm so ashamed of this
I am so ashamed of me..

sábado, 31 de agosto de 2013

Querido diário virtual

      Gostaria de nunca esquecer-me que estive lá. Que estive em todos os lugares que quis estar, por onde eu andava em companhias perfeitas, te levando comigo por todos os passos desconhecidos que eu dava. Eu estive contigo. O importante é o que o coração sentiu e enxergou que aquilo existiu. Aquilo existiu...

E por mais que hoje eu esteja com saudades, por mais que tenham caído mil lágrimas quando abri os olhos, penso que por mais que os dias mais indescritíveis tenham passado, sinto-me feliz por ter me sentido vivo, durante os seis dias, em cada hora, em cada segundo. Até agora. Aquilo foi real. E eu estive lá, eu ... estive lá. E isso tudo é indescritível, impensável, insano, surreal até para a cabeça mais aberta e mais pensadora/amadora do mundo...

Eu fiz a trilha sonora de Agosto.
Obrigada.

"E na tua casa beijei tua alma
No apartamento fui teu sentimento
Cuidei da tua vida com amor e com calma
E ainda estou aqui."


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Aos 12 meses

Hoje, dia 13, ou 20, sei que desceu-me a noção que nenhum desses dias importam, não importam. Não se assuste se estiver lendo. Eu posso explicar.

 Antes, eu quero escrever sobre ti. Quero que tu faças parte disso aqui, dessa página, e que faça parte não só das coisas indiretas. Essas palavras serão diretas, pela primeira vez.

Talvez eu tenha feito um texto perfeito olhando pela janela ônibus algumas horas atrás. Fora perfeito, mas colocar estas palavras criadas para fora, é quase impossível, porque pelo que entendo de todos esses dias que passaram, é algo indescritível. Tu me ensinastes a amar incondicionalmente.Eu lhe contarei agora o que aconteceu a um ano atrás até hoje.

Ao meu ver, eu era a alma jogada, desleixada, querendo não mudar em nada, desejando ter o mal por perto, o mau humor, e ter a arte de fingir o tempo todo como maior dádiva e arte do meu ser. E aí, tu aparecestes, ao meu ver, o anjo que me estendeu a mão, sem nem mesmo escutar meus berros. Tu estivestes ali, como um céu, como tudo, e isso me encantou por inteiro, tu aceitou sangrar comigo, aceitou curar tudo isso até me levantar. E assim foi, conquistando-me um pouco mais a cada hora de todos os dias. Por mensagens infinitas só nossas. Com incômodos perdidos e despercebidos. Com sorrisos de mãos dadas. Com lágrimas contidas de saudade. Por mais que haja exagero em minhas palavras, só tu podes perceber e sentir o que falo. Houve sonhos de 20 segundos. Houve cuidados. Houve brincadeiras e uma faca. Houve exageros miseráveis da minha parte, e paciência da tua. Houve brigas, surtos, e no fim: "Nhown, tá tudo bem entre a gente?". Houve um pilar. Houve boas noites e bons dias lindos. Houve companhia, cantorias, e risos nas madrugadas a dentro. Houve um suposto nascer dos céus das 4 onde passarinhos loucos cantavam e o das 6 quando eu olhava e lembrava da madrugada que eu passei contigo. Como sinto falta das nossas madrugadas e das tuas cantorias empolgadas. Houve o dar de vidas uma pela outra. Houve milhões de palavras nossas como desabafo. Houve um afastamento rápido por um tropeço duradouro. Houve apoio em tudo. Houve o nosso primeiro abraço. E ainda há tudo isso, e talvez mais um pouco.

Comemoramos os dias pela minha percepção das coisas.. tu tens razão...
Hoje dia 5 ou dia 13, ou 20 pro dia 21... Desceu-me a noção que nenhum dia específico é tão importante, claro que são lembranças lindas para mim, mas a cada dia tenho mais algumas. Não é o tempo que a gente fala, não são os dias específicos, percebi que é o que a gente sente todo dia, é o que a gente mantém todos os dias durante 12 meses, é o que a gente cria e vive todos os dias. Isso é importante. É tudo o que eu disse a cima, é importante. É saber que o mundo tem que virar de cabeça para baixo para entender todo esse sentimento, isso é importante. É ter certeza que tu vais continuar aqui, isso é muito importante. É saber que mesmo que daqui a um tempo sigamos caminhos diferentes, seremos sempre a "nhown" uma da outra, lembraremos o que fomos e o que somos uma para a outra e isso é.. infinitamente importante. Obrigada, muito obrigada... por tudo, meu anjo colorido, quase platinado.

Termino, dizendo que eu te amo mais do que tudo.
Termino, cantando bem baixinho.. "We are the vampires on tomato juice..."

Aos 12 meses.

{Y.S.}

sábado, 3 de agosto de 2013

Querido diário virtual

Voltava para casa, sem pressa como sempre. Estive em local fechado, com a tela do computador ligada, barulho de teclado (e telefone) e as mesmas músicas. Voltava para casa, olhando pela janela do ônibus, quase dormindo. Pensava no que poderia acontecer em alguns dias, logo me distraía e voltava a pensar em nada. Chego em casa e mais tela de computador, fui para o vício, com a esperança que tudo estivesse bem, deparo-me então com  uma publicação da página oficial do Vanguart, lá tinha a letra de uma música, e que letra. Não exitei em ir logo procurar e escutar. De primeira tive medo da melodia não coincidir com tamanha perfeição da letra. E com o medo quase explodindo em mim... Tive a certeza que tudo era perfeito. Sim, tudo.
Primeiramente, porque eu não me importava com tristeza alguma enquanto escutava, não tive sequer uma reação, o que vinha era uma explosão inexplicável (não é exagero), me senti bem, mas tão bem, que no momento que vi alguém tropeçando, a primeira coisa que fiz foi tentar levantá-la no colo e dizer "não se preocupa, eu estou aqui porque eu posso, eu quero estar e eu vou te fazer bem, levanta comigo" e rodopiá-la comigo por mil vezes (meu anjo colorido)  e enquanto escutava tive uma certeza nos olhos, o que não vêm ao caso agora e talvez nunca venha. E depois de muito tempo (muito tempo mesmo) não fechava os olhos com a tamanha perfeição de uma música que não é o meu estilo preferido, não é a melodia que procuro, não é o tipo de voz que busco momentos bonitos.  

Quase um dia normal de sábado, quase... 

 Estive

estive nas casas e apartamentos
estive em hotéis, estive nas praças
estive em igrejas, estive nos bares
sempre a procurar

estive nas lojas de departamentos
estive nas ondas estive nas serras
(esperei o amor vir quebrar as janelas
pra eu sair daqui)

e no outro dia eu vi os teus olhos
logo em seguida chamou-me num sonho
no terceiro dia eu soube o teu nome
e eu fui tentar...

e na tua casa beijei tua alma
no apartamento fui teu sentimento
cuidei da tua vida com amor e com calma 
e ainda estou aqui 

vou embora,
mas vou te levar comigo
vamos juntos pra ver o sol nascer..

estive nas casas e apartamentos
estive nos becos e encruzilhadas
enfim, procurei todo o mundo por algo
que eu só encontrei em você

e na tua casa beijei tua alma
no apartamento fui teu sentimento
uma vida é pouca 
pra gente ser feliz.

vou embora
mas vou te levar comigo.
vamos?
Vanguart- http://www.muitomaisqueoamor.com.br/

Bem-vindo, Agosto.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Szomorú Vasárnap

A canção húngara do suicídio é brilhante e cheia da bela antiga melancolia. Mas não haverá nenhum suicídio esta noite. ~

""Szomorú Vasárnap" (em português "Domingo Sombrio" ou "Domingo Lúgubre", também conhecida pela versão em inglês "Gloomy Sunday") é uma canção escrita pelo pianista e compositor autodidata húngaro Rezső Seress em 1933. De acordo com uma lenda urbana, inspirou centenas de suicídios. 
  "Gloomy Sunday chegou à América em 1936 e, graças a uma brilhante campanha publicitária, ficou conhecida como A Canção Húngara do Suicídio. Supostamente, depois de a ouvirem, amantes perturbados seriam compelidos a saltar da primeira janela que encontrassem, mais ou menos como os investidores depois de Outubro de 1929; ambas as histórias são em grande parte mitos urbanos." 

(Wikipédia)

sábado, 27 de julho de 2013

Enquanto o universo psicológico deles estimula a necessidade de mudar, eu continuo bem aqui, parado em lugar nenhum, esperando não sei o que, sem nada a procurar, sem dar nenhum passo.
Sem mudar mesmo transparecendo uma necessidade que nem sei se existe.
Por que mudar?
Cabe a mim lembrar que continuo sem saber o porque, mesmo tendo em mente todos os dias,"porques" diferentes.. E quando me dou conta, o porque some, e não volta. Se volta, vem de uma maneira desconfortável, confortável, negável, quase nunca confiável, perdido e quase sempre enfurecido.
Os "porques" estão pelos ares antes de dormir e antes de acordar, e nem foram, nem são e não serão em formas de "panquecas fantasmas".
Só cabe a alma aguardar a resposta da certeza dos "porques".

Mas quem foi que disse que eu quero ter certeza de alguma coisa?


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Desabafo de expediente

Encontro-me sentada na mesa do trabalho, esperando por eles. Por mais que eu não queira, sinto-me frágil, neutra, dessa vez sem raiva. Por mais que eu não queira, o ambiente em si é estressante, fora do comum, entediado e para bloquear tudo que neste lugar me perturba, sinto sono, consigo, por sorte, distanciar-me de tudo que me rodeia olhando pra a tela de um computador velho.

Há uma guerra interna, dentro da mente, dentro de mim. Lembro-me da noite passada, que fora de longe uma das mais pesadas para o pobre sonhador. O que apunhalou-me durante a noite, levando por entre a madrugada quase em claro, fora a queda de realidade sobre a cabeça de quem tem esperança. É possível ver a doce insanidade nos olhos, é possível notar a tortura que é sentir que há coisas só minhas. Tais como felicidade que vem da madrugada, exageros, frescuras, surtos, sentimento de perda, que fazem-se minhas, somente minhas.

No momento, estou aqui, olhando para eles dentro da imaginação, vendo cada cena que existiu e que inventei e sinto que a qualquer momento irei desabafar para os ares, soltar tudo de podre para o mais alto dos céus, torcendo pra que este seja capaz de apagar tudo.

Eu quero voltar, pelo amor dos céus, eu quero voltar para a cidade onde o dia amanhecia sorrindo ao som de Bookends, o sol aquecia a alma, o pilar era radiante e inefável e eu sempre com o coração batendo forte esperando que ele me conquistasse a cada hora do dia. Eu quero voltar a sorrir sem ter medo da noite. Quero voltar a respirar a luz do céu, andar devagar e finalmente sentir que eu tenho tudo.

Mas, a guerra interna não termina quando deve, ela continua e não para, e se parar para pensar, ela é quase a insanidade dando tudo de si para ser real. Sinto-me louca, não doente. Permito-me ver que dá sim para pará-la, bem no meio e separar as duas partes que lutam. É só ter, definitivamente, fé.

Por fora, há uma menina doce, tímida e bonitinha sentada na recepção, fazendo o que é de agrado, o que é certo, com um sorriso sempre pronto para sair, esperando o teu sorriso da boa tarde.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aos escritores

Um belo brinde com vinho, ópio, drogas, imaginação, loucura, perversidade, lágrimas, risos, dor, melancolia, falsas alegrias, felicidade, esperança, mentiras, imaginação, amor, diversidade, amizade, entre outros...
Feliz dia do escritor, seres eternamente loucos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Na porta da nova cidade
Um coração quase aflito
Ansiedade para sentir a esperança
Que se um dia veio,
Fez do dia, único.

Radiante pelo adeus do luar
Ao som do "tic tac" das quatro
Do domingo, honroso
Depois  da infernal eternidade de alguns meses.

Penso que é importante manter o pilar forte
Mesmo com pequenos tropeços de alma e sensibilidade
É importante, cuidar.

E quem diria que o coitado do Domingo,
Se honraria ao momento do esperar de luz
Mas que fique claro aos céus..
A felicidade não é plena.

E o Tic tac do relógio voa
O céu clareia aos poucos
A imagem do céu mergulhado ao silêncio
Lembra do sorriso espontâneo,
Sorriso que hoje está aqui.

Encontro-me na porta das lágrimas que secam
Estou abraçado ao céu das 6 horas
O qual lembra-me sempre
Que o abismo que insisto em mergulhar
é momentâneo e passageiro.
E esta, sempre foi a esperança que ele me trouxe.
Dele, por fim, tiro a força de mantê-lo como sempre foi...
Vivo.

O domingo honroso teve fim exatamente às 15h, caiu, chorou, morreu aí. Levou a alma para o abismo, chegou a raiva, e o sorriso fora embora. Finalmente, o Domingo dormiu, acordou insensível, voltou a dormir, quando acordou, lembrou do céu das 6, e o abraçou. E assim ele continuou a seguir até a nova madrugada que vinha.

sábado, 20 de julho de 2013

Amigo

         Neste momento, sinto como se necessitasse escrever sobre isso e sobre vocês. Serei breve.
         Estou mergulhado em trilhas sonoras do meu passado. Em peso morto de lembranças boas e ruins quase irreais. 
         E vem vocês, amigos simples. Vocês que tornaram o conto de fada, os oito filmes, Beatles, Metal, bebidas, sala de aula, convênio, melancolia e risos.. Formam uma marca que não sai de mim desde que seguimos viagem para cidades diferentes da vida. Lembro do tripé que realmente existiu por debaixo da chuva no trágico momento. Lembro-me de ti, que quase chegou ao incondicional e que prometeu a eternidade, destruindo tudo isso através do tempo e de palavras..
         Confesso que para todos estes em anos passados desejei "feliz dia do amigo" de coração aberto, para alguns foram simples palavras, para outros,  não eram somente palavras que valiam, eram mais os gestos verdadeiros e confiáveis da personalidade de cada um.
         Mas, de todos esses amigos simples, tirei o que pode contar em uma mão só. E estes, para mim são os que me me dão algo bem parecido com a esperança. Além destes, vieram outros. Os que tem pouco tempo por aqui, mas que tem um valor enorme. 
        E a trilha agora muda... 
        Não penso mais no passado, eu penso em vocês, do meu presente, e que fazem meu sorriso quase todos os dias. O baterista em segundo plano do casório futuro, o oráculo enlouquecedor psicólogo que me salvou milhões de vezes do sentimento indesejável, devo pensar na psicopata que um dia me deixará conhecê-la por completo?.. o renegado louco e apaixonado por melancolia e Avril, os lanches dos dias da semana e a trilha melancólica de cicero e vanguart, o espelho perfeito de sentimentos contidos e chorados, a nega fotógrafa conselheira da sexta feira, a cunhada que sempre vai e volta e que sempre fica, o primo tímido cheio de calma. À vocês, desejo uma felicidade plena, meus caros.
        Para o último parágrafo, guardei as trilhas Fallin, Roads, My friend e Frankinsence.. Finalmente penso no anjo colorido que me salvou de mim mesmo e chegou ao ápice do incondicional, ela, que a um ano atrás somente desejei palavras e hoje, dou a vida. Ela que por várias vezes me ensinou como lutar e ser forte, que me fez enxergar que o dia pode ser o mais podre e perverso de todos, no final sempre tem uma coisa boa para acontecer. Ela é o incondicional, a dose para sobreviver aos dias.
       A todos vocês, aos que sobraram dos amigos simples, ao meu presente, a ti.. 
Feliz dia dos Amigos.  

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Querido diário virtual

"Eu voltei e ..
Acordei com uma vontade de mandar o mundo se foder. O problema é que minha mente virou do avesso. Talvez eu queira mandar o 'meu mundo' se foder. Talvez eu queira mais que se dane. Mas aí, outra parte de mim grita... "Ei que diabos estás fazendo, seu burro? " e aí eu viro e olho, vejo que essa parte de mim está ali desde que me tornei gente. Essa parte me sustenta. É como um pilar... ~
Acordei com vontade de parar de escutar aquela banda.
Acordei com uma vontade que faz sangrar a mão e que faz doer. Dei o primeiro tiro. PAH
Não mudou. Minha mente gira, volta pro lugar e acabo enxergando que jamais mandaria o "meu mundo" se foder, e que o resto do mundo aqui fora não importa e nem nunca importou. O que está acontecendo agora..  é o que normalmente acontece com a mente surtada, estou num estado auto-destruidor, eu quero foder comigo mesmo, porque não há nada que me possa anestesiar. E se tiver... Que seja algo brutalmente forte para me curar de mim mesmo. "

quarta-feira, 17 de julho de 2013

No momento em que o violino soa aos ouvidos de quem se sente aflito e só
Onde tudo é sem cor e distante
Quase um paradoxo entre o céu e o inferno, 
Quase uma imagem borrada  entre o infinito e o nunca mais.

E ao som do doce sofrimento das arvores, 
Sentia-se vítima do próprio  orgulho inconsolável.
Do querer desesperadamente a calma que não vem.

Querendo ou não... 
Tudo torna-se cinza diante dos olhos.
Tudo é pequeno
Tudo aproxima-se do quase nada.

E seus olhos aflitos doem.. 
Com a insensibilidade perdida 
dos sentimentos acumulados.. 
Tudo junto, 
Quase misturado. 
Bum. ~

terça-feira, 16 de julho de 2013

Anestesia

     Este trecho não será narrado por uso da razão, nem do coração. Apenas narrado.
     Sinto-me honrada e orgulhosa por estar anestesiada agora.
     Lembro-me do suor em câmera lenta descendo no rosto gélido de ansiedade e susto. No respirar ofegante de todo o meu corpo. Sinto-me orgulhosa do remédio das madrugadas e pela força irreparável, quase em todas as vezes, que sinto quando nas madrugadas entristecidas, acordo repentinamente, pensando que já estou em outro lugar sem ser o real.
    É simples. Em uma dessas madrugadas, tive um sonho. Não só um sonho, seria.. o pior sonho.
    Veja bem, eu estive com ela, estávamos andando por entre nossas divertidas palavras. Ela me fazia sorrir. Me fazia chorar de rir. Eu estava feliz em um sonho real. Segurava a mão dela com força, e sei que não largaria por nada. E aquelas músicas, faziam-me sim, respirar melhor. Não serei exagerada. Eu estava bem. Ela estava bem. Nós estávamos felizes. Até que o barulho de pneus de bicicleta, se aproximavam de nossos corpos. Eram três monstrinhos. Os que me visitam três vezes por semana, quatro horas por noite. Aproximavam-se com risadas, perversidades, cheios de vida como se tivessem uma. Olhei assustada para aqueles olhos assustados, e quando menos esperei, eles tomaram-na dos meus braços. E como vampiros com sede insaciável, levaram-na, subindo os prédios com aquela bicicleta bizarra onde os quatro cabiam. Levaram-na de mim.
   Não contarei o final. Ela voltou, e machucada. Eu a encontrei, fui até ela e abracei com toda a alma. É o que os olhos do mundo precisam saber.
   Mas o que os olhos do mundo também precisam saber, é que por encontrá-la bem, gritei de um carro em alta velocidade eufórica, não me segurando mais, soltando a voz, com cabeça e lágrimas pela janela. Anestesiada por uma felicidade descontrolada, por uma ferida em carne viva quase curada...  Eu fechava os olhos...
E o que o mundo precisa (não precisa, nem necessita) saber é que eu estou loucamente adormecida e jogada por entre as estrelas lá fora.

sexta-feira, 12 de julho de 2013


Eu nunca passei tanto tempo sem escrever. Isso para mim, é como se eu perdesse o dom que o mundo escreveu para mim. Estive longe, e lutando. Creio que há muito o que se escrever, está aqui, mas escondido no fundo do poço mais escuro da alma.

sábado, 18 de maio de 2013

18 de maio de 2013.

A noite dos agoniantes olhos perfeitos.
Independente de tudo, a noite fora de longe, a mais perfeita que vivi.
Y.S.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Vou lhe contar uma história ..

Era uma vez uma menininha, ela acordava cedo todo santo dia.. e já tava acostumada com a ausência do melhor amigo. Ele tinha voltado, ignorando, demonstrando raiva, e foi embora a pouco tempo. Certo dia, ela acordou atordoada. Pensando demais em coisas que tinha lido, pensando que ás vezes é muito fácil mudar de opinião, pensando também, que se não acreditar no que lê ou nas pessoas, quem vai provar o contrário? De repente, ela olhou pela janela do ônibus e se calou .. e no fundo veio a presença e o aconchego da companhia do velho amigo dizendo: "Você acredita muito nas pessoas, minha cara" .. Ele perguntou a ela se podia ficar. E ela só deu um sorriso, que aos olhos de quem viu, fora para o nada. Foi um sim. E os dois, o melhor amigo e a menininha, voltaram juntos para casa.

domingo, 14 de abril de 2013

Devaneio de plantão


Que tédio. Sentada na cadeira do trabalho, começo desesperadamente a pensar. Como o tédio é capaz de trazer pensamentos tão insignificantes assim?!
   Olhando pela janela, vejo os urubus voando por entre os prédios imundos, penso sobre a visão.
Por exemplo, olhei para a janela, acabo de sentir-me dentro de um sonho. E por loucura imaginei-me no mesmo lugar que Alice. Quanto mais eu olho, sinto-me diante de uma pintura com imagens graficamente irreais. De repente, as imagens de Alice somem, vejo-me agora mergulhada no mundo surrealista de Dalí, tudo se embaça. O prédio mais próximo é um gigante psíquico da guerra antiga. As nuvens encontram-se negras, e os relógios começam a descer em câmera lenta, estão mostrando as memórias de um sonho, juntos delas o mesmo horário da tela do computador.
  A mesa estremece um pouco e logo para. A imagem de Salvador está logo a frente da fábrica desconhecida, e logo ela se transforma em uma pintura realista demais. Uma arma. Dalí sorri. Está rindo. E ela explode. KABUM. A bala vem na minha direção, está pronta para destruir o meu mundo, não faço nada, não fujo, a deixo vir. O coração começa a bater mais rápido e forte. Olho para o livro de Goethe e dou-me conta que não estou com medo. A bala continua vindo com a mesma força... Pronta para me destruir.
  Eu quero abraçá-la, pois se que não me matará.
Ela chega à janela com força máxima, os relógios de Dalí param-na no tempo, meu olhos brilham.. Meu deus.. Eu sorrio, fecho os olhos.
TOC TOC TOC 
– Hey, menina, você pode laudar este lote de hemograma?
Talvez a visão de um louco não seja tão insignificante no tédio assim...
-Posso sim, doutor ~
São apenas, 10:20 da manhã.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eterno simples


           Percebi que a melodia não encontra olhos perdidos. Dou-me conta de que a melodia sempre me lembra daqueles dias. Essas notas, essa melancolia, esse fechar de olhos, lembram minhas duas asas do passado.
         Das justas, das que não prometeram nada. As que um dia sentiram um pequeno aperto na alma, por saberem que não era pra sempre. Sabíamos que cada chuva cessaria e cada riso ou gargalhada passaria, cada saída e cada gesto de mínimo carinho talvez acabasse ficando.
        Lembro-me da fuga tripla, cada um se refugiava em absurdas risadas em publico. Cada dor, ou sentimento de ódio, eram gargalhadas para nós. E disso, tiro a força para enfrentar o mínimo de tudo. Das nossas gargalhadas...
       Eu não queria perdê-los pelo tempo. Não queria perdê-los por cada palavra errada, ou conselhos desconcertantes. Não peço desculpas por lágrimas ou por decepções. Quando me vejo escutando essa tal melodia, é de vocês, que ficaram lá, que sinto falta. Não peço e nem necessito que voltem, peço apenas que continuem aí, onde eu possa ver. E que passemos despercebidos por perto das lembranças milhares de vezes.
       Eu me lembro dos olhos de vocês. E eu agradeço, eu jamais esquecerei o conforto e a fuga. Serei eternamente grata por um belo começo e um final hilário, trágico. 

          A vocês, eternos amigos simples.

segunda-feira, 8 de abril de 2013


Distancio-me agora da rotina
Distancio-me agora de tudo que me mantém vivo.
Posso morrer.
E fazer uma caminhada por entre os mortos dos meus pensamentos.
Encontro-me finalmente acabando-me por entre as fumaças dos próprios pesares.


domingo, 7 de abril de 2013

O único bom momento


Que clima agradável. Que cheiro bom. Que sonoridade confortante.
Está fresco. Eu não quero sair daqui. Não, não pra sempre. Só desejo que fique nessas 05:00 por mais algum tempo.
Eu sei, seria pedir demais para o senhor do tempo.
Mas não seria demais viver os segundos por um minuto. Fechar os olhos e ainda acordar aqui. Não quero dormir, nem quero me mexer, pois aqui, sinto-me tão confortável. Por mais que eu esteja só, eu quero assim, preciso de algo assim, é necessário respirar esse ar. Aproveitar esses minutos únicos. Aproveitar cada segundo deste silêncio insano.
Não quero imaginar o acordar do mais tarde.
Espera.
Só mais um minuto. Vou por uma música, pra relaxar e pra fechar os olhos.
~
Fui ver o céu. Um pouco manchado de vermelho. Nada menos do que algumas estrelas. Eu respirei o ar gelado. Eu te quis por perto e logo voltei  ao momento da solidão mais bem vivida.  Não digo que é algo vivo. Mas o sentimento é de querer respirar, de aceitar que no momento tudo está bem. Então, seria algo bom?
Dormir.
São 05:30.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Boa noite.

Eu estarei contigo como as estrelas estão com o céu. Eu vou para a batalha do esquecer, para o martírio do respirar. Mas eu volto para os teus braços assim a batalha interna acabar, e voltarei para te abraçar, te acolher, te confortar. E quando eu voltar, jamais sairei dos teus braços novamente, serei tua terceira perna e a mão estendida. Eu voltarei para ti, bela dama.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

~


"Sentado de frente para tv, tenho um devaneio ou melhor uma lembrança. Não só uma lembrança, é incrível como o sentimento volta e consegue fechar meus olhos e me fazer sorrir para o nada.
Lembro que o sol começava esquentar quando eu acordava, e em quase todas as manhãs, depois de ter passado a noite em claro, eu acordava em paz, meu coração batia em paz, e nada me afetava. Não acordava fraco e nem temendo ao dia, por mais que tentasse voltar ao luto, não conseguiria.

"Por favor, ande mais devagar. Vamos respirar... "

E tudo isso acontecia porque eu estava conhecendo algo novo. Eu estava me levantando. Por isso o sol brilhava tão bonito lá fora, por isso eu saía nas ruas querendo parar e simplesmente respirar. Percebo que me deram a felicidade incondicional que jamais senti. E seja o que for, lembrança ou devaneio, disto.. eu não quero me perder nunca mais."

~Time it was and what a time it was it was,
A time of innocence a time of confidences.
Long ago it must be, I have a photograph
Preserve your memories, they're all that's left you~

As partes perdidas de Vinicius

~Eis aqui uma das poesias mais belas do mundo perdido de Vinicius de Moraes. ~


"Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto
e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados

Para que eu possa levar uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como uma nódoa do passado.
Eu deixarei ... tu irás e encostarás
a tua face em outra face

Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei a minha face
na face da noite e ouvi a tua fala amorosa

Porque meus dedos enlaçaram os dedos
da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência
do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos portos silenciosos

Mas eu te possuirei mais que ninguém
porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente,
a tua voz serenizada."

sábado, 23 de fevereiro de 2013

-Dê a ela a chance de sentir a sua falta.
- '-'

T.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


O dia amanhece como a alma, frio e doentio.
Que ao invés de deixar algum anjo ajudar, foge e corre.
Porque na decadência do mais cinza dos dias, deseja estar assim
Caído, sentindo a alma queimar, além da alma, a face e o corpo.

Por mais decadente que seja, estou num paradoxo.
Entre vida e morte dentro do sonho,
Que jamais tentei acordar,
Ou, definitivamente, acabá-lo.

Não desejo a companhia dos mortos,
Não desejo palavras de carinho,
Não desejo que tu olhes por mim.
Porque tu não disseste adeus.

E por mais que doa, não julgo os céus por ser ingrato.

O céu despenca,
Ele grita junto,
E deixa derramar em mim
A falsa liberdade dos seis anos...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

This is the end



     Lá estava eu, só e tranquilo. Ao som quase inaudível do radio. Como de costume, estava bêbado, abraçado aos livros empoeirados, cheios de vida jogada fora. Abracei-me a eles, joguei-me ao chão e sorri.  Deixei o céu cair por um instante.
     Seguraste minha mão, me puxaste para o infinito. Fechamos os olhos e começamos a sonhar juntos ao gosto do erro em nossas bocas. Estávamos andando, por entre as ruas desertas de domingo a noite. E por mais raro que seja minha decisão, não conseguia te soltar, não conseguia te deixar ir. Eu não me sentia só naquela bêbada noite.
      Andamos até a rua mais escura, de onde viemos e cometemos mais um erro. Tu conseguias o impossível, tu conseguias fazer-me invencível ao teu lado, eu conseguia ser forte. Se estivesse perto de um sonho, eu iria pegá-lo e fazê-lo meu, só meu.
      Tu me olhavas com a mais serena expressão de que tudo iria ficar bem. Por um segundo, vivi o que jamais vi em vida. Tu, por um momento, eras o guardião do meu céu e do meu inferno. Finalmente, beijastes a minha testa, dissestes que me amava, e fostes embora.
      Abri os olhos, e com aquele cheiro de cachaça certeira, larguei os livros no chão. Tive um devaneio. Um devaneio de liberdade. Se tudo que vivi, fora de alguma forma real, em sonho quis que fosse com os olhos mais belos que vi e senti.
     O céu se levanta, eu me levanto e vou dormir. E este é o fim.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

06.02.2013

O gosto do erro está na boca, e corre pelo corpo.
Não há volta ou justificativa.
E do perigo, tentei salvar as duas almas.

E no abismo as joguei, mais uma vez.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

01~02~13


Por um ano não houveram palavras. Por mais diferente que fosse a amizade, estaríamos ali, respondendo uma a outra.
Nada de palavras ditas. A presença, era tudo que tínhamos, além de olhares e além de companhia.
Nos conhecemos e foi divertido, passeávamos por entre o verde, sob o sol, e ficávamos em harmonia.
Houve um episódio em que um pequeno felino pousou o olhar frio cor amarelo no corpo dela, e eu a salvei daquelas garras afiadas e ameaçadoras. Estive com ela e a acalmei. Em troca, ela só me dera sua agradável companhia, e era tudo que eu queria.
Ao passar do tempo, fui crescendo, por dentro, apenas. Tornei-me gente, uma pessoa com responsabilidades. E quando o sol estava para nascer, lá estava ela, dançando dentro do lar, cantando ao me ver, e eu retribuía, baixinho, mas retribuía. Ela era a companhia da madrugada, o meu "bom dia" antes do mundo, a primeira a me fazer sorrir.
Hoje foi o dia em que ela sentiu dúvidas, se ia ao abraço da liberdade ou se voltava para o lar. Felizmente ele escolheu a liberdade, soltou as asas, e sentiu o vento gélido nas penas marrons. Infelizmente, eu jamais a deixaria ir, jamais a entregaria para liberdade, por superproteção.
 Hoje, perdi uma grande pequena amiga. Ela não teve medo e se foi para conhecer o mundo, por menor tempo que seja, ela encarou a altura e o medo, foi conhecer o que faltava, a vida como um pássaro livre.
Por horas, fiquei abaixo da janela, suspirando o nome bem baixinho, soltando lágrimas e quase me afogando nelas, sem conseguir falar, quase sem conseguir respirar, nunca mais solucei tanto, nunca mais chorei na frente de alguém.
E aqui estou, sentada na cama, de frente para a janela, esperando quase que desesperadamente por um "piu", um vultinho, qualquer coisa. Estou deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Talvez eu tenha esperanças que ela ainda volte para mim, algum dia.
Deixarei as janelas abertas pra ti,
Bulba.