domingo, 29 de janeiro de 2012

EMPTY

Tudo continua vazio, não sei o que acontece, sinto uma vastidão de sentimentos me arrastando junto com todas as vozes jogadas para trás. Não sei se é amor, se é ódio, se são saudades e continua vazio.
Algo aperta o peito até querer gritar, até querer extravasar, até se encharcar de lágrimas inexistentes, indesejáveis, confusas. Talvez, um dia, tentarei entender, responder de forma mais clara tudo que acontece com essa alma que padece de sentimentos do nada, que só a música, somente a música traz de volta. Não são pessoas, não são visões, nem mesmo leituras, mas cantorias, melodias que me fazem facilmente voltar à tempestade de tempos que jamais voltarão.
Aos tempos de esquecimento.
De querer estar perto.
Sentir o coração palpitar o nome.
De saber onde está.
Sofrer. Gritar. Cantar.
Simplesmente, sentir...
Tudo em mim sente falta, grita, dói. Há algo faltando, sem nome...
Talvez eu sinta falta de tudo que fui. De tudo que quis ser e sentir.
Do começo ao fim...
Sinto falta de tudo que me levou à bruta queda de amar.
Do simples trio fraterno que se separou tragicamente.
Da calma inesgotável de uma bela canção.
Prazer de sofrer.
Prazer de sorrir.
Ter alguém, ninguém.
Confortáveis madrugadas entre eu e minhas tristezas.
Destruição sonolenta.
Da febre. Do frio.
Loucura.
Crises, surtos.
Talvez eu seja, hoje, o buraco vazio não sabendo lidar com a necessidade de sentir, de tudo, mais um pouco.

You never know me..
So...
Let me die alone...

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