sábado, 5 de novembro de 2011

Alma minha que te partistes


O começo, os finais contigo eram os melhores
Eu sabia que estarias lá por mim
Após todas as tempestades
Sabia que o medo real jamais te afastaria.

Quando eu te perguntava se terias coragem de me deixar
Tu dizias: Não.
Tu és o anjo que não consegui segurar
Nunca deixastes uma lágrima minha cair
Enquanto eu caminhava pelos bosques mais sombrios da vida

Dissestes que estarias lá por mim
Teu conforto fora como segundos,
Depois fostes embora..
Meu caro amigo...
Meu doce dezembro.

Como te amei,
Te amei mais do que todos os amores que tive,
É verdade.
Sinto tua falta...

Ingrato...
Insensível...
Como pôde?

Fostes embora sem ao menos dizer adeus
Deixou tudo para trás
Eu morreria por ti
Deixou-me chorando lagrimas de sangue
Gostaria que voltasses, como eu gostaria que retornasses.

Quando eu dizia estar amando, zombavas de mim
Compartilhávamos sofrimentos distantes, iguais
Eu te protegeria...
Eras meu amigo simples,
Tudo que precisei.

Deixei-te ir embora, culpa minha
Queria ouvir que sentes minha falta
Mas não,
Tu acharias graça, como da ultima vez...

Entre as tempestades e o sangue dos meus olhos
Há o teu rosto estampado, do passado
Querendo me proteger

Entre hoje e o real,
Há teu adeus estampado, do presente
Querendo me matar.

Sem ti hoje, percebo que fui perdendo tudo...
Não tenho teu abraço, teu sorriso, tuas loucuras
Tu eras o único que poderia me tirar do abismo,
Que me deixaria ir...

Sinto-me tão decadente
Vejo que, mesmo demonstrando amores maiores,
Tu foste o que desejei amar.

Hoje, só hoje,
Sinto a liberdade para dizer
Que te amo como sempre amei
Como sinto a tua falta... meu caro amigo.

R.O
28/10/2011

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