domingo, 24 de abril de 2011

The Letter for Lady of pain


Aqui estava sentado olhando o vazio. Perguntou-se sobre o tempo que passou. Fechou os olhos e viu o pequeno garoto perto do escuro, guardando os sonhos que sobraram, sangrentos, sem vida. O pequeno menino que construiu um mundo, baseado em pequenos castelos no alto dos céus, seus olhos brilhavam a cada dia por te conhecer, suas noites pareciam um coração perdido, cheio de sonhos e perdição te querendo por perto.

Final de tarde e o teu primeiro “olá" chegou aos meus olhos. Foi amável e bela, e a pessoa mais diferente que entrava na porta que já estava fechada. Te imaginava com um vestido preto rasgado, com os olhos fechados ou então, bem intensos olhos no fundo da minha alma. Aquela quinta foi feita de poesia e um coração palpitava por amor. Dali, o garotinho tirou um sorriso que jamais vira.

Era você que ele esperava, esperava no inverno, e nos dias escuros de domingo. E você soltava apenas lágrimas de mentiras sobre a cabeça inocente que se entregava. Ele só queria dizer que ainda te tem em sonhos, além de tudo, ele te pede para que guarde o sonho que foi, os sonhos que você teve e que um dia desejou... Ele agradece, por tudo, pelo aprendizado, e pela vida.

Tu voltaste e não saiu mais daqui. Eu te prometi o pra sempre, e assim levo nunca te deixando pra trás. Já foi escuridão já foi luz, já foi sonho e pesadelo, até aberração... Aquele pequeno garotinho sou eu, lembrando dos teus olhos... e do que um dia desejei para nós, são nesses domingos que sento e penso, que jamais vou te deixar só, sinto saudades de toda tua dor, do teu amor... e do conforto que me dás.
Eu sempre lembrarei... Que um dia foi tudo pra mim.

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