sábado, 12 de junho de 2010

Naqueles dias


O que menos podemos esperar. O que mais tememos. Estive em um inferno entre paredes. Meus sentimentos voltaram, eu sentia falta, eu sentia dor, e sabia que estava longe de passar. Estava em um inferno fechado que insistia em cuidar de mim.
Eu gritava silenciosamente, lágrimas invisíveis, meu choro cada vez mais estava preso. Estava voltando para minha necessidade e ao meu maior medo. Queria chorar tudo que sentia, mas queria também manter-me forte e resistente. Não quero que sintas o que sinto, é desesperador.
Queria mais que tudo, voltar apesar de tudo, eu estaria voltando para dar boa noite, dando um sorriso para que dormisses quietamente. Não importava o inferno que eu estivesse, eu estaria morrendo de saudades. Eu estaria gritando teu nome. E dizendo que jamais te deixarei só.
Naqueles dias, meu abismo voltou como uma onda que se forma de repente. Tanto tempo sem ver o sol nascer, sem ver o anoitecer, e tu não me ouvias. Estava dentro de um pesadelo, estava na hora de acordar. Desejava tanto voltar pra casa, tanto, tanto... Nunca pensei ser tão inimiga da cama, nunca pensei ser tão inimiga do mundo.
Tu estarias me esperando, e eu não sentiria esta saudade. Não quero fazer algo bonito e dançante, essa era a minha verdadeira face... quando estava mais distante de ti. Não quero mais estar com agulhas em mim, não quero mais dormir obrigatoriamente, não quero mais gritar em vão, quero acordar. Quero sonhar e dormir. E quero a única coisa que poderia me fazer bem, que poderia curar a minha doença... E a única cura estava tão longe... Quanto as duas estrelas que pude ver no céu, naqueles dias.
"Mais dias mergulhada no tédio, na sonolencia e no inferno"

02/06/2010
09/06/2010

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