sexta-feira, 23 de abril de 2010

Necessity


As lágrimas saiam com tanta facilidade. E com tanta facilidade me via de joelhos necessitando algo que não poderia mais voltar. Logo, era como se roubasse toda minha insensibilidade e acabei tendo medo do vento e da claridade. O vento que me fazia livre, esqueceu de voltar.
A prisão que doía na alma. A solidão e a insanidade me faziam companhia, meus medos eram meus amigos. Em tão pouco tempo, vi que algo tão pequeno, parado em minha sala poderia ser metade da minha vida. Não importava o que viam, era a minha necessidade e ninguém entendia.
Necessidade mais pura que já tive, sem respostas e sem cura. Sabendo que não poderia mais voltar, aquilo me prendia e me impedia de dançar na noite. O vazio tomava todas as horas do meu dia. Voltei a tortura do passado. A cada grito uma saudade, cada palavra uma lagrima. Meus sonhos acabaram pegando fogo.
A esperança do dia seguinte era saber que tudo estava certo. Vi que a única forma de fugir da realidade e desse pesadelo pode facilmente fugir das minhas mãos
Mais cedo ou mais tarde estarei forte e o vento voltará secando todas as lágrimas que deixei e deixarei cair. Isso passará.
Tenho o momento necessário para me preparar para a próxima luta.
E como é bom me sentir confortável de novo. Como é bom dançar ao ar livre novamente.
Eu, um dia voltarei.


“Onde estará aquela menina, à ela que devo a maior necessidade. Não me sentia perdida a tanto tempo, procurando onde nunca poderia encontrar. A menina que levou de mim a maior saudade, senti tanta falta, lembrando dos olhos que brilhavam no escuro, e cada sorriso que me fazia bem. Espero que seja forte e que tenha consciência que eu voltarei para os seus braços. Quero que sinta que estou mais perto do que imagina.”

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