Necessity


As lágrimas saiam com tanta facilidade. E com tanta facilidade me via de joelhos necessitando algo que não poderia mais voltar. Logo, era como se roubasse toda minha insensibilidade e acabei tendo medo do vento e da claridade. O vento que me fazia livre, esqueceu de voltar.
A prisão que doía na alma. A solidão e a insanidade me faziam companhia, meus medos eram meus amigos. Em tão pouco tempo, vi que algo tão pequeno, parado em minha sala poderia ser metade da minha vida. Não importava o que viam, era a minha necessidade e ninguém entendia.
Necessidade mais pura que já tive, sem respostas e sem cura. Sabendo que não poderia mais voltar, aquilo me prendia e me impedia de dançar na noite. O vazio tomava todas as horas do meu dia. Voltei a tortura do passado. A cada grito uma saudade, cada palavra uma lagrima. Meus sonhos acabaram pegando fogo.
A esperança do dia seguinte era saber que tudo estava certo. Vi que a única forma de fugir da realidade e desse pesadelo pode facilmente fugir das minhas mãos
Mais cedo ou mais tarde estarei forte e o vento voltará secando todas as lágrimas que deixei e deixarei cair. Isso passará.
Tenho o momento necessário para me preparar para a próxima luta.
E como é bom me sentir confortável de novo. Como é bom dançar ao ar livre novamente.
Eu, um dia voltarei.


“Onde estará aquela menina, à ela que devo a maior necessidade. Não me sentia perdida a tanto tempo, procurando onde nunca poderia encontrar. A menina que levou de mim a maior saudade, senti tanta falta, lembrando dos olhos que brilhavam no escuro, e cada sorriso que me fazia bem. Espero que seja forte e que tenha consciência que eu voltarei para os seus braços. Quero que sinta que estou mais perto do que imagina.”

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Querido diário virtual

Carta jogada ao vento

Querido diário virtual