sábado, 18 de julho de 2009

Refúgio


Lugar distante, lugar sem nada...
Lugar sem criticas, lugar que esperanças dá.

Lugar que aos poucos me fez dá esperanças a vida. Comecei a sorrir...
Sem medo...
Achei que de saudades não morreria, mas de saudades morri.

O céu era azul, as flores saiam e viviam, as folhas das arvores estavam verdes, o rio refletia o luar, o rio brilhava com a luz do sol, luz que no momento precisei.
O vento levava todos meus pensamentos... não fazia frio. Ali eu nada sentia, ali eu nada pensava.
Dias mais claros vi, as cores que por muito tempo deixei de ver. A natureza por uma única vez virou meu estado de espírito.

Eu estava feliz? Eu estava livre!
Vi noites mais claras do que o próprio dia.
Voltei a minha infância e sorri, como uma criança. A melodia de um violão, as risadas, as lagrimas, as musicas, se tornaram símbolos de um refugio.
Tempo...
Era apenas isso que eu precisava.
Longos dias longe de tudo e todos... Viraram pouco tempo. Tudo passou rápido demais. Mas acabei sentindo cada segundo que ali passou.
Não querendo sair do lugar. Achei que precisava voltar.
Achei que seria forte ate o final, achei que era equilibrada, achei que andaria em linha reta e seguiria em frente. Achei que poderia deixar um amor para trás.
A solidão me enganou, a tristeza finalmente deu uma folga.

Ali, naquele lugar. Meu tempo... Meu refugio.

“Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu”

10/07/2009

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