sexta-feira, 8 de maio de 2009

Para lembrar ...


Sinto a tristeza entrar com tanta facilidade em meu peito, sinto a frieza de uma alma e a tristeza de uma vida.

Minha lamúria
Meu terror que queima a minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria que sempre putrifica minha alma.

Meu coração já não bate, apenas palpita, pois vida já não há
A magoa chega, ela quer que eu a veja, sinto cada vez mais dor.
Meu mundo, agora é apenas escuridão. Uma nuvem negra cobre meu céu.
Vejo apenas um tumulo e o extremo terror a minha volta.

Esse tumulo nada mais era que a minha solidão.
Mas só percebi isso quando estava andando entre os mortos.
Perdida num campo de negras rosas.
Ferida por alguns espinhos derramava meu sangue.
Sentia meu espírito me deixar por alguns instantes.
Sentei-me então perto da maior lapide
Ouvi sussurros do vento
Que bradam aquele silencio
Harmonizavam aquele momento
E naquela nobre melodia
Confusa eu me perdia.
Negras sombras já estavam a me envolver.
E meu coração, eu nem sentia mais bater.

Nesses versos que escrevo, acabo mais com a minha pequena vida.
Nada mais que magoa nada mais que solidão, nada mais que depressão.
A tristeza inunda nosso infeliz poema, a felicidade, o sorriso está longe de chegar.
Sonhos e sonhos vão e vem, mas são apenas sonhos nada mais que isso.
Sonho que estou em um mundo melhor, a tristeza é pouca e a escuridão some.
Quando me desce a noção, vejo que nada mudou.
Um Adeus definitivo darei até o dia que não agüentar mais.
Até o dia que todos chorarão por uma alma que se foi.
E jorrando lagrimas de sangue, ninguém as viu, ninguém as sentiu...
Tudo que vivi não posso chamar de vida.
Apenas um passa tempo e aqueles sorrisos, ó meros sorrisos.
Que nada significam nesta vida cheia de dor.
Não... Não agüentarei mais... e um adeus definitivo darei.

23/10/2008 *--*

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